Aliados e integrantes do governo Lula reprovaram, nos bastidores, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impedir que Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro visitassem o pai, Jair Bolsonaro, no Dia dos Pais. Para esse grupo, o veto pode fortalecer a narrativa de perseguição, segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles.
Um auxiliar direto de Lula detonou a medida sob reserva. “Isso não me parece humano. Deixava visitar no Dia dos Pais. Pelo amor de Deus”, disse.
A avaliação entre aliados do presidente é que impedir o encontro familiar oferece aos bolsonaristas um novo episódio para atacar o STF. O grupo teme que o caso alimente o discurso de vitimismo adotado pelo clã Bolsonaro.
Nos bastidores do governo, a preocupação também envolve o efeito eleitoral da decisão. Aliados de Lula acreditam que a controvérsia pode favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
O pedido de visita partiu dos três filhos do ex-presidente: o senador Flávio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro. Moraes negou a solicitação apresentada para o Dia dos Pais.
Moraes citou proibição anterior de visitas por 90 dias
Ao negar o pedido, Moraes afirmou que a solicitação estava prejudicada por uma decisão anterior do próprio ministro, que proibiu visitas a Jair Bolsonaro durante 90 dias.
A restrição anterior serviu como fundamento para o indeferimento, sem uma autorização específica para o encontro dos filhos com o ex-presidente na data comemorativa.