Pular para o conteúdo

Terremoto na Colômbia: por que a ciência não prevê data, local e magnitude dos abalos

terremoto-na-colombia:-por-que-a-ciencia-nao-preve-data,-local-e-magnitude-dos-abalos
Terremoto na Colômbia: por que a ciência não prevê data, local e magnitude dos abalos

O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia e foi sentido até em Manaus recolocou uma dúvida recorrente: por que a ciência ainda não consegue informar com precisão quando um grande abalo vai ocorrer. A limitação também alimenta questionamentos sobre o risco de tremores no Brasil. Com informações do UOL.

Uma previsão científica exigiria acertar simultaneamente a data e a hora, o local específico e a magnitude do terremoto. Sem esses três elementos, pesquisadores trabalham com estimativas de risco e probabilidades, não com uma previsão propriamente dita.

Sismólogos identificam regiões em que a energia tende a se acumular nas falhas geológicas, mas não sabem determinar o instante em que o atrito entre blocos rochosos vai romper. Esse rompimento libera a energia que provoca o tremor.

Supostos sinais anteriores a grandes abalos não se mostram confiáveis. Enxames de pequenos tremores, aumento de radônio e comportamentos incomuns de animais podem ocorrer sem que um terremoto destrutivo aconteça depois.

Os sismógrafos registram a vibração do solo e permitem calcular a propagação das ondas sísmicas, a magnitude e o epicentro. Eles não antecipam o terremoto porque só começam a captar o fenômeno quando a ruptura já teve início.

Sistemas de alerta rápido podem avisar a população segundos antes da chegada das ondas mais fortes. A tecnologia detecta primeiro as ondas primárias e envia alertas antes das ondas secundárias, mas o tempo disponível depende da distância entre o epicentro, os sensores e as áreas atingidas.

A profundidade de muitos terremotos amplia a dificuldade. Alguns ocorrem a cerca de 50 quilômetros abaixo da superfície, nível que a tecnologia de perfuração não alcança para instalar instrumentos diretamente no ponto em que a falha geológica se rompe.

Pesquisadores também usam inteligência artificial para buscar padrões em grandes bases de dados sísmicos, mas ainda não há variáveis comprovadas que permitam prever um grande tremor. O Brasil não fica nas bordas de placas tectônicas e costuma registrar abalos menos intensos, embora já tenha tido um terremoto de magnitude 6,6 em 1955, na Serra do Tombador, em Mato Grosso.

🔴 #URGENTE | TRAGEDIA EN 🇨🇴 #COLOMBIA

Imágenes impactantes del momentos que escombros caen sobre varias personas. #Temblor #Terremoto #earthquake pic.twitter.com/K2CllSCvZ2

— Rochex R. Robinson Bonilla (@RochexRB27) August 10, 2026

🇨🇴 TERREMOTO EN COLOMBIA 🇨🇴

Daños enormes en Pereira y varias ciudades del país tras potente terremoto de magnitud 7,4.

🇨🇴 | COBERTURA ININTERRUMPIDA.
🇨🇴 | AHORA en @AlertaNews24. pic.twitter.com/PydNenQcVu

— Alerta News 24 (@AlertaNews24) August 10, 2026

Recuento de videos del momento del terremoto de 7.4Mw en #Chocó, #Colombia. El evento ha provocado daños en Manizales, Pereira, Armenia, Cali y varios poblados cercanos que hasta el momento siguen incomunicados. pic.twitter.com/ndhjfRW2Cc

— IIGEA A.C. (@IIGEAac) August 10, 2026

autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.