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Deputada cobra transparência na investigação sobre morte de jovem em ação policial em Japeri

A morte de Cesar Leite Martins Neto, de 26 anos, durante uma ação policial em Japeri, na Baixada Fluminense, passou a ser alvo de uma cobrança formal por mais transparência na apuração. A deputada estadual Dani Monteiro (Psol) enviou, no último fim de semana, ofícios a órgãos da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) solicitando informações sobre a operação e as providências adotadas na investigação.

Os documentos foram encaminhados à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), à Corregedoria-Geral da Polícia Civil e ao Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do MP.

A parlamentar pede esclarecimentos sobre as circunstâncias da diligência, a preservação de provas e a realização de perícias, além de informações sobre o eventual uso de câmeras corporais pelos policiais envolvidos.

Também solicita a preservação de imagens da unidade de saúde para onde Cesar foi levado após ser baleado e questiona quais medidas foram adotadas para assegurar a independência e a regularidade da apuração.

Ofícios cobram detalhes da operação

Entre os pontos levantados pela deputada estão a identificação da diligência que motivou a ação policial e a existência, ou não, de troca de tiros durante a ocorrência.

Dani também questiona como foi estabelecida a versão de que o disparo que atingiu Cesar teria partido de um criminoso e se as armas utilizadas pelos agentes foram encaminhadas para perícia.

Outro ponto citado nos ofícios é a presença de câmeras corporais. A parlamentar quer saber se os policiais envolvidos utilizavam os equipamentos e, em caso positivo, se as gravações foram preservadas e incorporadas ao inquérito.

Ela também solicita informações sobre as providências adotadas para conservar eventuais imagens da policlínica para onde o jovem foi encaminhado depois de ser atingido.

Deputada pede acompanhamento do MP

Além das solicitações dirigidas à Polícia Civil, Dani Monteiro pediu que o Ministério Público acompanhe a investigação, fiscalize a atuação dos órgãos responsáveis e contribua para assegurar a preservação das provas. A deputada também defendeu que os familiares de Cesar recebam acompanhamento ao longo da apuração.

“Quando um jovem trabalhador morre e a família apresenta uma versão completamente diferente da oficial dada pela polícia, isso não pode ser tratado como mero detalhe. É justamente aí que a investigação precisa ser mais rigorosa”, afirmou.

Na mesma declaração, Dani disse que a cobrança se concentra no esclarecimento dos fatos e na preservação das evidências. “A nossa cobrança é bastante simples. Queremos que todas as provas sejam preservadas, todas as perguntas respondidas e justiça para o Cesar e para a família dele”, declarou.

A parlamentar acrescentou que os familiares precisam ter acesso a informações sobre o andamento do caso. “O que esses familiares enlutados precisam hoje é do mínimo de dignidade: acolhimento, verdade e respeito à memória de um pai de família”, concluiu.

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