O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (7) que os desafios enfrentados pela aviação mundial exigem cooperação entre os países para garantir o crescimento sustentável do setor nos próximos anos. A declaração foi feita durante a abertura da Assembleia Geral Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), realizada no Rio de Janeiro.
Segundo Alckmin, a indústria aérea atravessa um período de dificuldades provocado por fatores globais que afetam diretamente os custos operacionais das companhias. Entre os principais desafios apontados estão a alta do preço dos combustíveis, impulsionada por tensões geopolíticas em diferentes regiões do mundo, especialmente no Oriente Médio, além da escassez de profissionais qualificados para atender à demanda crescente do setor.
Durante o evento, o vice-presidente destacou que nenhum país conseguirá enfrentar sozinho os obstáculos que impactam a aviação internacional. Para ele, a cooperação entre governos, empresas e organismos internacionais será fundamental para garantir a estabilidade e a expansão do transporte aéreo global.
Alckmin também ressaltou o potencial estratégico do Brasil na produção de biocombustíveis, apontando o setor como uma das principais vantagens competitivas do país diante das exigências de sustentabilidade impostas à aviação.
De acordo com o vice-presidente, a capacidade brasileira de produzir combustíveis renováveis pode contribuir para reduzir as emissões de carbono da atividade aérea e posicionar o país como protagonista na transição energética do setor.
A Assembleia Geral da IATA reúne representantes das principais companhias aéreas do mundo para discutir desafios operacionais, inovação, sustentabilidade, segurança e perspectivas para o mercado global de transporte aéreo.
Especialistas avaliam que a busca por combustíveis sustentáveis deverá ser uma das principais pautas da aviação internacional nos próximos anos, à medida que governos e empresas ampliam metas de redução das emissões e investem em tecnologias mais limpas.
Com uma das maiores capacidades de produção de biocombustíveis do planeta, o Brasil surge como um dos países com potencial para desempenhar papel relevante nessa transformação da indústria aérea mundial.