Zema defende trabalho infantil e gera polêmica no Brasil

Expresso Rio
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O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, afirmou que crianças deveriam poder trabalhar no Brasil, gerando forte repercussão nacional. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda, transmitida ao vivo no Dia do Trabalhador, em 1º de maio.

Durante a conversa, Zema criticou a legislação brasileira que proíbe o trabalho infantil, afirmando que a norma “escraviza” crianças. Segundo ele, a lei impede que menores tenham experiências que, na sua visão, poderiam contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional.

O político citou como exemplo os Estados Unidos, onde, segundo ele, crianças podem realizar atividades simples, como entrega de jornais, recebendo pagamento por isso. Para Zema, esse tipo de atividade, quando compatível com a idade, não prejudica a formação educacional.

Ele também mencionou sua própria trajetória, dizendo que começou a trabalhar aos 5 anos ajudando o pai. Além disso, destacou que tirou a Carteira de Trabalho aos 14 anos, reforçando a ideia de que o contato com o trabalho desde cedo pode ser positivo.

Apesar da defesa, Zema afirmou que o estudo deve continuar sendo prioridade para crianças e adolescentes. Segundo ele, a proposta não envolve atividades pesadas ou prejudiciais, mas sim tarefas consideradas leves e adequadas à faixa etária.

No Brasil, o trabalho infantil é proibido por lei, com exceção de atividades na condição de aprendiz a partir dos 14 anos, conforme previsto na legislação trabalhista e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A norma segue diretrizes internacionais de proteção à infância.

O tema costuma gerar debates intensos, envolvendo questões sociais, econômicas e de direitos humanos. Especialistas apontam que o trabalho infantil pode impactar negativamente o desenvolvimento educacional e psicológico de crianças, além de perpetuar ciclos de desigualdade.

As declarações de Zema ampliaram o debate público sobre o tema e devem repercutir ao longo do cenário político nacional, especialmente com a proximidade do período eleitoral. Até o momento, não há detalhamento oficial de proposta legislativa, mas o assunto tende a seguir em discussão entre especialistas, autoridades e a sociedade.

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