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Justiça

Vorcaro depõe por quase quatro horas à PF e defesa sinaliza disposição para possível colaboração

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (28) no âmbito de uma investigação que apura suspeitas envolvendo ex-servidores do Banco Central e possíveis favorecimentos à instituição financeira. A oitiva ocorreu por videoconferência e se estendeu por quase quatro horas.

A apuração busca esclarecer se integrantes do Banco Central teriam recebido vantagens indevidas em troca de eventual atuação favorável ao Master, incluindo o possível fornecimento de informações relacionadas à fiscalização da instituição. Entre os nomes investigados estão Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC. Ambos já negaram, por meio de suas defesas, ter praticado favorecimento irregular.

Durante o depoimento, Vorcaro também negou ter participado de atos de corrupção ou recebido informações privilegiadas de servidores do Banco Central. Em nota divulgada após a oitiva, seus advogados afirmaram que ele respondeu aos questionamentos apresentados pelos investigadores e sustentaram que não houve prática de corrupção envolvendo os servidores mencionados no inquérito. As declarações representam a versão da defesa e as circunstâncias investigadas continuam sob apuração da Polícia Federal.

A defesa também voltou a indicar que Vorcaro estaria disposto a prestar esclarecimentos mais amplos, desde que lhe seja assegurada a possibilidade de colaborar formalmente com as autoridades. A manifestação levantou novamente a possibilidade de uma eventual colaboração premiada, mecanismo que depende de negociação com as autoridades competentes e não deve ser tratado como acordo concluído enquanto não houver formalização. Segundo a Folha de S.Paulo, tentativas anteriores de negociação não avançaram.

O depoimento integra a fase de coleta de elementos da investigação e, por si só, não representa conclusão sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos. Caberá às autoridades responsáveis pelo inquérito analisar depoimentos, documentos e demais provas reunidas para determinar se houve prática de irregularidades e se existem elementos suficientes para eventuais medidas judiciais.

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