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Justiça

MPRJ aponta aliança entre milícia de Curicica e TCP contra avanço do Comando Vermelho

Por 2 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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Uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), aponta a existência de uma articulação entre integrantes de uma milícia com atuação em Curicica, na Zona Sudoeste do Rio, e membros do Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo as apurações, grupos historicamente rivais teriam passado a cooperar diante de um interesse comum: conter o avanço territorial do Comando Vermelho (CV).

A investigação resultou em uma operação realizada nesta quinta-feira (27), com a prisão de dois policiais militares e de um homem apontado como integrante do tráfico. Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por crimes que incluem, conforme a acusação, extorsão, homicídio e constituição de milícia privada. O MPRJ afirma ainda ter identificado negociações envolvendo fuzis, munições, veículos roubados e equipamentos utilizados para bloquear sinais de telefonia.

As apurações ganharam força após a prisão de Yuri Guimarães Soares, conhecido como “Lirow”, ocorrida em novembro de 2023, em Santa Cruz. De acordo com os investigadores, a análise do telefone apreendido revelou mensagens que indicariam que ele atuava como intermediário entre integrantes da milícia de Curicica e membros do TCP ligados aos complexos da Maré e da Pedreira. Em uma das conversas atribuídas a Yuri, ele afirma que o TCP “não é inimigo nosso” e que poderia colaborar com o grupo.

O MPRJ também aponta diálogos entre Yuri e Thauan da Silva Menezes, conhecido como “Balão”, descrito na investigação como operador do TCP na Vila do João, no Complexo da Maré. Segundo a acusação, ele teria participação na comercialização de drogas, armas de grosso calibre e outros equipamentos destinados à estrutura criminosa investigada.

Entre os alvos da operação estão dois policiais militares. Jorge Anastácio Rodrigues Simões foi preso no 4º BPM, em São Cristóvão, enquanto Leonardo Carlos Anjos dos Santos, lotado no 2º BPM, foi localizado em sua residência. Conforme a denúncia do Ministério Público, os agentes teriam atuado na intermediação ou fornecimento de armas e munições. As acusações ainda deverão ser analisadas pelo Poder Judiciário, sendo assegurados aos investigados e denunciados o direito de defesa e o contraditório.

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