A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que pretende, no futuro, disputar a Presidência da República. A parlamentar falou sobre a possibilidade de chegar ao Palácio do Planalto e sobre o significado que uma eventual candidatura teria em sua trajetória política e na representação de grupos historicamente pouco presentes nos principais cargos eletivos do país.
Caso a intenção seja concretizada e sua candidatura venha a ser registrada em uma eleição futura, Hilton poderá protagonizar um novo marco em sua carreira política. A deputada se apresenta publicamente como uma mulher travesti e negra e já acumulou feitos inéditos na política institucional brasileira. Em 2022, foi eleita deputada federal por São Paulo com 256.903 votos, tornando-se a primeira travesti negra eleita para a Câmara dos Deputados.
A possibilidade de disputar a Presidência, entretanto, é tratada como um projeto para o futuro e não representa, neste momento, o anúncio formal de uma candidatura ao Palácio do Planalto. Em entrevistas anteriores, Hilton já havia sido questionada sobre a hipótese de concorrer à Presidência e afirmava que uma trajetória desse porte ainda precisaria ser construída, destacando a necessidade de amadurecimento e experiência política.
No cenário eleitoral de 2026, a posição pública da parlamentar é diferente: materiais de sua própria campanha defendem a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Hilton trabalha pela continuidade de sua atuação parlamentar. Dessa forma, a declaração sobre uma eventual candidatura presidencial deve ser compreendida como uma manifestação de intenção para eleições futuras, sem definição, até o momento, de partido, data ou composição política para uma eventual disputa pelo Planalto.




