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Vereador é Acusado de Agressão a Estudante em Protesto em São Paulo: Fatos e Repercussões

Expresso Rio
O vereador Rubinho Nunes e o influencer Robson Fuinha. Foto: Reprodução

Um vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (11) mostra os vereadores paulistanos Rubinho Nunes e Adrilles Jorge, ambos do União Brasil, além do influenciador Robson Fuinha, envolvidos em uma confusão com estudantes de universidades públicas durante um protesto no centro de São Paulo.

Segundo imagens compartilhadas nas plataformas digitais, o grupo entrou na manifestação organizada por alunos da Universidade de São Paulo, Universidade Estadual Paulista e Universidade Estadual de Campinas para fazer provocações aos manifestantes.

Durante o tumulto, o influenciador Robson Fuinha foi atingido por um líquido claro e reagiu avançando em direção aos estudantes. Em outro momento registrado nas imagens, Adrilles Jorge aparece discutindo com manifestantes e chamando os participantes do ato de “agressores” e “criminosos”.

Já Rubinho Nunes também se envolveu diretamente na confusão. Após receber um empurrão de uma pessoa ainda não identificada, o vereador partiu para cima de um estudante, que acabou derrubado no chão e recebeu chutes durante a briga.

As imagens ainda mostram o parlamentar sendo retirado do local por apoiadores em meio ao tumulto.

A confusão ocorreu durante uma mobilização estudantil ligada a uma reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), que acabou sendo cancelada após os confrontos.

Com o agravamento da situação, policiais utilizaram gás de pimenta para dispersar os manifestantes. Depois da intervenção policial, os estudantes seguiram em marcha pela Avenida São Luís, na região central da capital paulista.

Os protestos fazem parte de uma mobilização iniciada no mês passado por estudantes e servidores das universidades estaduais paulistas.

A paralisação teve início após críticas à concessão de uma gratificação de R$ 4,5 mil destinada a docentes, sem extensão para outras categorias. Embora a greve dos funcionários tenha sido encerrada, os estudantes mantiveram os atos cobrando melhorias nas políticas de permanência estudantil.

Entre as reivindicações está o reajuste das bolsas do Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (Papfe). Atualmente, o benefício integral é de R$ 885, mas os alunos pedem aumento para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

A proposta apresentada pela reitoria prevê correção dos auxílios pelo IPC-Fipe, elevando a bolsa integral para R$ 912 e a parcial para R$ 340. Os estudantes, porém, afirmam que os valores continuam insuficientes diante do custo de vida e das dificuldades enfrentadas por universitários em situação de vulnerabilidade social.

O programa atende mais de 17 mil estudantes de graduação e pós-graduação nas universidades estaduais paulistas.

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