As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) definiram nesta quarta-feira (05) os suplentes de suas candidaturas ao Senado. Laio Correia Morais (PT), coordenador da campanha de Fernando Haddad, será o primeiro suplente de Tebet, enquanto o vereador Djalma Nery (PSOL), de São Carlos (SP), ocupará a primeira suplência de Marina.
Laio foi chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda e atua na coordenação da campanha do petista. A escolha o coloca como possível ocupante da cadeira de Tebet caso ela vença a disputa e deixe o Senado para integrar um eventual novo governo Lula.
A definição dos primeiros suplentes já estava encaminhada havia alguns dias, mas a composição enfrentava resistência do PDT. O partido ameaçava lançar candidatura própria ao Senado se não pudesse indicar ao menos os segundos suplentes das duas chapas.
O acordo reservou essas posições aos pedetistas Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara, na candidatura de Tebet, e Antonio Neto, dirigente sindical, na chapa de Marina. Ambos disputarão as vagas de segundo suplente.
Suplências ganham peso diante de possível retorno ao governo
A discussão ganhou relevância porque aliados esperam que Tebet e Marina possam reassumir ministérios se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistar um quarto mandato. Nessa hipótese, os primeiros suplentes assumiriam os mandatos no Senado.
As campanhas de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), nomes apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a Casa Alta, pretendem usar a possibilidade de afastamento das titulares durante a campanha eleitoral.
José Vicente Santini (Republicanos), ex-assessor do governo Tarcísio, será o primeiro suplente de Derrite. A chapa de André do Prado terá Fernando Fiori de Godoy (PL), ex-prefeito de Holambra, nessa posição.
Eduardo Bolsonaro (PL) chegou a ser cogitado como primeiro suplente de André do Prado, mas perdeu a vaga após ficar inelegível. Fernando Fiori de Godoy assumiu a indicação do PL.