A Polícia Civil do Distrito Federal identificou que o grupo suspeito de planejar atentados em Brasília durante o período eleitoral deste ano tinha o Palácio do Planalto como principal alvo de uma possível ação. Segundo os investigadores, os integrantes compartilharam uma planta baixa do prédio e classificaram a sede do Executivo federal como “alvo primário”.
A investigação apontou ainda que os suspeitos fizeram um levantamento de outros locais estratégicos da capital federal, incluindo prédios da Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo era definir quais estruturas seriam consideradas prioritárias em um eventual ataque.
Investigação começou após alerta da Abin
De acordo com o delegado Maurílio Coelho, chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Civil do DF, os investigados produziram um mapa da Esplanada com a identificação dos ministérios instalados em cada prédio e destacaram os locais considerados mais relevantes.
“Eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto como escolha de alvo primário”, afirmou o delegado ao Globo.
As apurações indicam que o grupo não se apresentava como ligado a uma corrente política específica. Segundo os investigadores, os suspeitos diziam ser contrários ao sistema político de forma ampla, sem distinção entre direita, esquerda ou centro.
O delegado Alessandro Barreto, coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), informou que o caso teve início a partir de uma informação repassada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A partir desse alerta, os agentes identificaram a atuação dos envolvidos.
A investigação apontou a existência de dois núcleos dentro do grupo: um responsável pela produção e disseminação de conteúdos ideológicos e outro dedicado ao planejamento operacional das ações.
Oito pessoas são alvo de operação
Ao todo, o. Entre eles está um seminarista, segundo informações da Polícia Civil.
Durante a operação, os agentes buscaram apreender celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos para verificar o nível de preparação das ações. A prioridade era identificar se havia informações sobre possíveis artefatos explosivos, logística e planos de execução.
Os investigadores agora analisam o material recolhido para determinar a extensão da organização e se havia capacidade concreta para realizar os ataques planejados.