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Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Irã, Masoud Pezeshkian.

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Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Irã, Masoud Pezeshkian.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã nesta segunda (3) e disse que o país deve escolher entre um “acordo” e a “rendição total”. Ele também afirmou que a Marinha americana controla completamente o Estreito de Ormuz, rota decisiva para o comércio de petróleo e outras mercadorias.

Em publicação na Truth Social, Trump classificou a liderança iraniana como “inacreditavelmente dúbia” e acusou Teerã de adotar discursos contraditórios sobre possíveis conversas. “Eles pedem uma reunião — alguns diriam que ‘imploram’ — as conversas começam, com outras já marcadas para o futuro imediato, e então dizem de forma aberta e orgulhosa que não estão tendo nenhuma discussão”, escreveu.

O republicano afirmou que o Irã diz estar tratando apenas com Omã. O governo iraniano, por sua vez, nega negociações em curso com Washington e argumenta que se aproxima de um entendimento com os omanenses sobre uma nova rota para o trânsito de navios comerciais em Ormuz.

Trump declarou que “nada [em termos comerciais] chega ao Irã a menos que queiramos, e nada chegará, a menos que um acordo ou uma rendição total seja alcançado”. A afirmação associa a pressão diplomática à capacidade dos EUA de restringir a circulação marítima na região.

Impasse se agrava após sinais de negociação no fim de semana

A fala endurece a retórica adotada por Trump nos últimos dias. No fim de semana, ele disse que “os termos de um acordo [de paz] foram definidos” e anunciou o cancelamento de ataques contra a infraestrutura elétrica iraniana.

Na ocasião, o presidente americano também indicou que as negociações com Teerã seriam retomadas nesta segunda. A negativa iraniana sobre a existência dessas tratativas expôs o impasse entre os dois governos.

A guerra entre Estados Unidos e Irã completou cinco meses no fim de semana, sem previsão de encerramento. O conflito mantém sob ameaça a navegação comercial nos estreitos de Ormuz e de Bab el-Mandeb.

Países árabes e europeus discutem a criação de uma coalizão internacional de segurança marítima diante das restrições ao tráfego de embarcações. As duas passagens concentram parte relevante das rotas comerciais e energéticas que ligam o Oriente Médio a outros mercados.

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