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Tarcísio chama greve de “baderna” e defende privatizações

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Tarcísio chama greve de “baderna” e defende privatizações

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamou de “baderna” a greve dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e afirmou que a mobilização tem motivação política. Em publicação nas redes sociais, ele defendeu a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

“A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo”, escreveu Tarcísio. O governador afirmou que uma concessão pode melhorar os serviços, corrigir problemas de via permanente e ampliar a acessibilidade das estações.

Tarcísio também citou a compra de trens, a eliminação de falhas na alimentação elétrica e nas subestações e extensões previstas até Bonsucesso e César de Souza. “A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem”, prosseguiu.

As reclamações ocorreram depois de o próprio governador classificar como inaceitáveis as falhas registradas na operação das linhas entregues à concessionária Trivia Trens. O governo paulista e a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinaram, no fim de julho, o retorno temporário da CPTM à operação dos três ramais e do Serviço Expresso Aeroporto por até 90 dias.

Nosso compromisso é com quem acorda cedo todos os dias e precisa de um transporte público confiável para chegar ao trabalho, estudar, ir a uma consulta ou realizar um exame. A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o…

— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) August 4, 2026

Falhas na operação e reivindicações dos trabalhadores

Uma falha elétrica e um incêndio em um vagão da Linha 12-Safira provocaram transtornos aos passageiros dos três ramais em 23 de julho. Na ocasião, Tarcísio ameaçou rescindir o contrato caso a concessionária não cumpra os termos previstos no acordo.

Os trabalhadores em greve pedem a reestatização das três linhas concedidas à iniciativa privada. Eles também cobram garantias contra demissões quando a Trivia Trens retomar o controle das operações.

Os grevistas afirmam que 2.300 funcionários podem perder o emprego se a companhia não reabsorver os trabalhadores após a retomada das atividades pela concessionária. A preservação dos postos se tornou um dos pontos centrais da mobilização.

A categoria defende o Projeto de Lei 730/2025, apresentado pelo deputado federal Guilherme Cortez (PSOL). A proposta autoriza órgãos e entidades da administração pública paulista a absorver empregados da CPTM das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade após a transferência do serviço para empresa privada.

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