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“Superman da Jovem Pan”: quem é o ex-Pânico que mira o Senado e ganhou fama de ‘forasteiro’ em Minas

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O influenciador Marco Antônio Costa, conhecido como “Superman da Jovem Pan”, voltou aos holofotes nesta semana ao perder a paciência durante uma sabatina da Band e se irritar com perguntas sobre Minas Gerais. O episódio mostra o personagem que tenta transformar a projeção obtida como comentarista bolsonarista em carreira eleitoral e que, nos últimos anos, fez dos ataques ao Supremo Tribunal Federal uma de suas principais bandeiras. Na entrevista, ele questionou por que estava sendo cobrado sobre o orçamento mineiro e rebateu a descrição de “forasteiro”.

Costa é paulista e se mudou para Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 2025, quando passou a articular uma candidatura ao Senado por Minas Gerais. Inicialmente, buscou espaço no PL, partido de Jair Bolsonaro, mas enfrentou resistência entre dirigentes e políticos locais. No fim daquele ano, afirmou ter recebido de interlocutores do ex-presidente a orientação de abandonar o projeto mineiro porque seu espaço político seria melhor em São Paulo.

A mudança de planos durou pouco. Em janeiro de 2026, Costa se filiou ao Novo em Minas para disputar inicialmente uma cadeira na Câmara dos Deputados. Meses depois, voltou a defender uma candidatura ao Senado e entrou em choque com a direção estadual da legenda. A insistência não se converteu, até agora, em candidatura confirmada à Casa: na convenção do Novo realizada em julho, seu nome entrou na ata como candidato a deputado federal. Mesmo assim, ele continuou afirmando publicamente que sua pretensão de concorrer ao Senado permanecia de pé.

Apresentador e pré-candidato ao Senado batem boca em sabatina na Band

Apresentador e pré-candidato ao Senado Marco Antônio Costa batem boca durante entrevista, após ele hesitar em pergunta técnica sobre o orçamento de MG e travar embates sobre PL e STF. pic.twitter.com/QhnQ7M5aCy

— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) August 8, 2026

Advogado, Costa tem doutorado em Direito Constitucional pela PUC-SP e ganhou projeção nacional a partir de sua passagem pela Jovem Pan. Ingressou como comentarista da emissora em 2022 e participou de programas como “Pânico”, “Três em Um” e “Opinião”. Foi nesse ambiente que o apelido “Superman” se consolidou e que ele construiu uma audiência própria nas redes, posteriormente ampliada com a criação do canal de direita Fio Diário.

Sua passagem pela Jovem Pan também foi marcada por declarações controversas. Em fevereiro de 2022, Marcelo Antonio Costa debochou da ausência de um dedo na mão de Lula durante uma discussão no canal. Meses depois, afirmou no ar que “fascismo e nazismo são regimes autoritários de extrema-esquerda” e sustentou que o ditador chileno Augusto Pinochet tampouco seria de direita, provocando risos de outro integrante da bancada.

Após deixar a emissora, Costa intensificou a atuação política nas redes e em manifestações da direita. Em 2024, chamou Alexandre de Moraes de “criminoso” durante um ato na Avenida Paulista e defendeu a prisão do ministro. Em março deste ano, já no período de preparação eleitoral, classificou o STF como uma “seita satânica”, uma “câmara de tortura” e uma “espécie de aiatolá”, além de defender a prisão de integrantes da Corte. A crítica ao Supremo tornou-se, desde então, parte central da plataforma com a qual tenta conquistar uma candidatura majoritária.

A trajetória também teve atritos dentro do próprio bolsonarismo. No 7 de Setembro de 2024, Costa esteve à frente de uma iniciativa com um carro de som paralelo no ato da Avenida Paulista. O veículo incomodou Jair Bolsonaro durante seu discurso, e o ex-presidente chegou a pedir que o equipamento fosse desligado, sem perceber inicialmente quem estava por trás da estrutura. Dois anos depois, Costa tenta converter essa militância em votos, agora pelo Novo e em um estado para o qual se mudou justamente às vésperas do ciclo eleitoral. A sabatina desta sexta-feira mostrou que, além de convencer o eleitor mineiro, o “Superman” ainda precisa resolver uma questão mais básica: qual cargo, afinal, seu próprio partido permitirá que ele dispute.

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