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Passivo do Metrô de São Paulo chegou a R$ 4,04 bilhões em 2025 sob Tarcísio

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Passivo do Metrô de São Paulo chegou a R$ 4,04 bilhões em 2025 sob Tarcísio

O passivo total do Metrô de São Paulo alcançou R$ 4,04 bilhões em 31 de dezembro de 2025, durante o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O valor representa alta de R$ 888 milhões, ou 28,2%, em relação aos R$ 3,15 bilhões registrados no encerramento de 2024. Com informações de radarbrasileiro.com.br.

Os números reúnem todas as obrigações contabilizadas pela companhia, como débitos com fornecedores, encargos trabalhistas, tributos, provisões judiciais, adiantamentos de clientes e debêntures. Portanto, o passivo total não equivale apenas a empréstimos ou financiamentos bancários.

Em dezembro de 2022, antes do início da atual gestão estadual, o Metrô registrava R$ 3,557 bilhões em passivo total. O montante subiu para R$ 4,022 bilhões em 2023, caiu para R$ 3,152 bilhões em 2024 e voltou a avançar no ano seguinte. Em março de 2026, o balanço apontava R$ 3,937 bilhões.

A dívida financeira ligada a debêntures seguiu trajetória diferente: recuou de R$ 404,9 milhões, no fim de 2022, para R$ 150,3 milhões em dezembro de 2025. No primeiro trimestre de 2026, o saldo dessas debêntures era de R$ 122,2 milhões.

Processos judiciais concentram a maior parcela das obrigações

As provisões para processos judiciais somavam R$ 1,703 bilhão em março de 2026, cerca de 43% do passivo registrado naquele trimestre. O balanço também listava R$ 608 milhões em obrigações com fornecedores, R$ 296,6 milhões em remunerações e encargos e R$ 842,8 milhões em adiantamentos de clientes.

O Metrô depende de aportes do governo paulista para financiar a expansão da rede e suas atividades. A Moody’s Local Brasil apontou investimentos de aproximadamente R$ 5,3 bilhões em 2025, voltados principalmente às Linhas 2-Verde, 15-Prata, 17-Ouro, 19-Celeste, 20-Rosa e 22-Marrom.

Segundo a agência de classificação de risco, o Estado aportou cerca de R$ 4,8 bilhões na companhia em 2025. No primeiro trimestre de 2026, o Metrô contabilizou R$ 1,191 bilhão como adiantamento para futuro aumento de capital e gastou R$ 1,057 bilhão na aquisição de ativos imobilizados.

O Relatório Integrado de 2025 do Metrô indicou remuneração fixa mensal de R$ 54.738 para diretores e de R$ 32.909 para o diretor-presidente. Antonio Julio Castiglioni Neto preside a companhia, controlada pelo Governo de São Paulo.

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