O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou a exoneração de 82 servidores da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade, conforme publicação no Diário Oficial desta segunda-feira (30). A medida representa uma reestruturação profunda na pasta e ocorre logo após a saída de Diego Faro (PL) do comando do órgão.
A maioria das exonerações envolve cargos comissionados de nível DAI-6 (Assistente II), mas a lista também inclui funções estratégicas e técnicas dentro da secretaria. A decisão é vista nos bastidores como uma “limpa” administrativa, com impacto direto na configuração de forças políticas dentro do governo estadual.
A reestruturação acontece dias depois da exoneração de Diego Faro, aliado próximo do ex-governador Cláudio Castro (PL). Faro deixou o cargo e reassumiu sua vaga como vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro na última quinta-feira (30), encerrando sua passagem pela secretaria.
Considerado um dos nomes de confiança de Castro, Faro ocupava uma das pastas mais estratégicas do governo estadual. A Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade sempre teve forte peso político e administrativo dentro da gestão, sendo considerada uma das mais relevantes da estrutura estadual.
Antes da mudança, a secretaria ainda mantinha influência significativa de Bernardo Rossi, ex-secretário da pasta e aliado direto de Castro. Rossi, que atualmente é pré-candidato a deputado federal, havia deixado sua marca na estrutura interna do órgão, com indicações em cargos-chave.
Com a nova leva de exonerações, essa influência tende a ser reduzida, abrindo espaço para uma reorganização interna alinhada ao novo momento político do governo do Estado do Rio de Janeiro.
A Secretaria Estadual do Ambiente já foi comandada por nomes de peso dentro da política fluminense. No início da gestão de Cláudio Castro, o órgão esteve sob liderança do então vice-governador Thiago Pampolha, reforçando seu protagonismo dentro da administração estadual.
Ao longo dos últimos anos, a pasta se consolidou como um espaço estratégico não apenas para políticas ambientais, mas também para articulações políticas e distribuição de cargos.
A expectativa agora é que novas nomeações sejam anunciadas nos próximos dias, redefinindo a estrutura da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade. A movimentação deve impactar diretamente o equilíbrio político dentro do governo do Rio de Janeiro, especialmente em um momento de reorganização administrativa.
Nos bastidores, a leitura é de que a decisão marca uma nova fase na condução da pasta, com possível mudança de diretrizes e fortalecimento de novos grupos dentro da gestão estadual.