Renan Santos, empresário e candidato do partido Missão à Presidência da República, afirmou neste sábado (1º) que seu eventual governo vai “matar quem roubar”. Ele fez a declaração durante um ato de oficialização de sua corrida ao Palácio do Planalto, na Zona Leste de São Paulo.
“Meu país não vai oferecer esmola para ninguém. Vocês vão comprar seu carro, seu celular. E ninguém vai roubar nada que é seu, porque nós vamos matar quem roubar”, disse Renan ao público.
O candidato apresentou o combate ao crime como um dos eixos de sua campanha e voltou a defender a política que chama de “tolerância zero”. Em outras ocasiões, ele resumiu essa proposta pela expressão “prendeu, matou”: quem reagisse à abordagem policial seria morto.
Após o evento, Renan classificou a segurança pública como uma “guerra” e disse que pessoas armadas que enfrentassem policiais encontrariam resposta. “Se alguém quiser combater de maneira armada a polícia, ele encontrará um enfrentamento devido. Não existe guerra unilateral”, afirmou a jornalistas.
“Nós vamos matar quem roubar”, diz Renan Santos, candidato à presidência pelo Missão https://t.co/AuLB8QkiLg pic.twitter.com/zModYNASLd
— g1 (@g1) August 2, 2026
Metas e estratégia eleitoral do partido Missão
Ao falar sobre confrontos, Renan disse que preferiria rendições sem baixas policiais. “Eu adoraria apenas que eles se entregassem. Se puderem se entregar, eu ficaria muito feliz que nenhum dos nossos policiais aqui tivessem uma sequer baixa dos seus inimigos”, declarou.
No congresso partidário, o empresário apresentou cinco metas para um eventual mandato. Entre elas estão reduzir os homicídios para menos de 10 mil por ano, limitar os juros a 6%, alcançar superávit nominal e elevar a alfabetização para nove em cada dez crianças.
Renan também prometeu que nenhum estado teria, ao fim de seu governo, mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores formais. Outra proposta prevê reduzir em 6 mil o número de favelas, com a retirada de 8 milhões de pessoas dessas áreas.
O Missão fará campanha sem alianças, sem tempo gratuito de televisão e rádio e com R$ 3,3 milhões do fundo eleitoral, valor equivalente a 0,07% do total. O partido pretende concentrar esforços em debates, viagens a cidades pequenas e divulgação das agendas nas redes sociais.
As formalidades jurídicas da convenção ocorreram em 20 de julho, antes do lançamento público deste sábado. Renan afirmou ter recebido ameaças do crime organizado em cidades onde planejava atos e antecipou o procedimento para contar com escolta da Polícia Federal.