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Mauro Vieira cobra fim de ataques de Milei ao Brasil para normalizar relações

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Mauro Vieira cobra fim de ataques de Milei ao Brasil para normalizar relações

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou neste domingo (09) que a Argentina precisa interromper as agressões contra o Brasil para que os dois países normalizem as relações diplomáticas. Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o chanceler classificou como graves as ofensas do presidente Javier Milei.

Vieira disse que a Argentina deve valorizar o vínculo bilateral da mesma forma que o Brasil valoriza a relação com o país vizinho. “É necessário interromper imediatamente esse tipo de agressão e trabalhar pela relação bilateral, que é tão importante”, afirmou.

O chanceler declarou que as ofensas exigem uma mudança de postura do governo argentino. “Essas ofensas foram muito graves. Portanto, é preciso preservar essa relação, suspender as agressões e retomar o caminho da normalidade no vínculo bilateral”, disse.

A crise se intensificou depois de Milei participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. No evento, o presidente argentino criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Milei atacou Lula e Moraes em eventos e entrevistas

Após a convenção do PL, Milei voltou a atacar Lula em entrevista à emissora argentina LN+. Ele chamou o presidente brasileiro de “ladrão” e “corrupto” e rejeitou as críticas que recebeu do governo brasileiro.

Vieira afirmou que Milei repetiu ataques em menos de uma semana e apontou que as declarações atingiram não apenas autoridades, mas também o Brasil e suas instituições. O ministro citou ataques ao Supremo e a Moraes, a quem atribuiu papel fundamental para impedir um golpe militar e punir os responsáveis.

Segundo o chanceler, as agressões levaram a relação bilateral ao ponto de ser conduzida por encarregados de negócios. Ele ressaltou que os laços entre Brasil e Argentina devem permanecer acima de governos momentâneos.

O ministro também chamou de “falsa” a acusação de Milei de que o Brasil teria financiado uma campanha internacional contra a Argentina após a visita do ex-ministro da Economia Sergio Massa ao país. Vieira disse que a viagem tratou exclusivamente de temas ligados às áreas econômicas.

Vieira informou ainda que o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, voltará à Argentina quando “cessarem as condições que levaram à sua saída”.

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