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Relatório dos EUA contra Cuba cita Thiago Ávila como parte de rede de infiltração comunista

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Relatório dos EUA contra Cuba cita Thiago Ávila como parte de rede de infiltração comunista

O ativista brasileiro Thiago Ávila é um dos personagens citados no Cuba Report, documento de 100 páginas divulgado nesta segunda-feira (20) pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

O relatório apresenta o brasileiro como membro de uma campanha internacional de solidariedade ao regime cubano e utiliza sua imagem para ilustrar o que Washington considera ser a permanência de uma ampla rede global de influência política organizada por Havana.

O documento representa uma das acusações mais abrangentes feitas pelo governo americano contra Cuba nas últimas décadas. O Departamento de Estado sustenta que o regime criado por Fidel Castro transformou a exportação da revolução em política de Estado e continua atuando por meio de espionagem, propaganda, movimentos sociais, universidades, organizações internacionais e grupos de militância espalhados por diversos países.

Segundo o relatório, Havana infiltrou agentes “nos mais altos escalões do governo norte-americano”, recrutou e treinou “gerações de ativistas” e apoiou organizações classificadas pelos Estados Unidos como grupos armados de esquerda. O texto afirma que essa atuação permitiu a Cuba exercer influência desproporcional sobre a política americana durante mais de seis décadas.

A estratégia cubana criou “um novo modelo para uma guerra de desgaste prolongada”, baseado em espionagem, infiltração, sabotagem, propaganda e uma extensa rede internacional de aliados políticos. Mesmo enfrentando uma economia descrita pelo próprio relatório como “cronicamente fracassada”, Havana teria preservado sua capacidade de influência ideológica muito além de seu peso econômico ou militar.

O relatório afirma ainda que o objetivo histórico do regime permanece inalterado: promover uma revolução marxista internacional centrada na derrota da influência americana. Segundo o texto, a política externa cubana sempre esteve orientada para combater os Estados Unidos e disseminar sua visão revolucionária pelo hemisfério ocidental.

For more than six decades, the Cuban regime has been the leading sponsor of radical leftism and Third Worldism in the United States.

The State Department is exposing the full history of Cuban espionage and subversion in our country.

The American people deserve to know.…

— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 20, 2026

Pressão de Trump

A publicação ocorre em meio ao endurecimento da política do presidente Donald Trump contra Cuba. Em junho, a Casa Branca anunciou novas sanções contra integrantes do governo cubano e reforçou a estratégia de isolamento da ilha. Na ocasião, Trump declarou que os Estados Unidos precisavam “se livrar do regime” cubano.

Ao divulgar o relatório na rede social X, Marco Rubio escreveu que “há mais de seis décadas, o regime cubano tem sido o principal patrocinador do esquerdismo radical e do terceiro-mundismo nos Estados Unidos”, resumindo a principal tese do documento.

Como Thiago Ávila aparece no relatório

O Departamento de Estado publicou uma fotografia do ativista brasileiro segurando uma bandeira cubana a bordo do navio Maguro. A legenda informa que a embarcação havia chegado do México como parte do Nuestra América Convoy, uma missão organizada para levar ajuda humanitária à ilha em desafio ao embargo econômico americano.

Segundo o relatório, o comboio realizado em março de 2026 reuniu aproximadamente 120 organizações de 33 países e simbolizaria a permanência da rede internacional de solidariedade construída por Havana ao longo das últimas décadas.

Além de Thiago Ávila, o documento cita o comentarista político Hasan Piker, o sindicalista Christian Smalls, representantes dos Democratic Socialists of America (DSA), o ex-líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn, o fundador do Podemos Pablo Iglesias e Isra Hirsi, filha da deputada democrata Ilhan Omar. Todos são apresentados como participantes da mobilização.

Movimentos sociais americanos

O relatório sustenta que a influência ideológica cubana não ficou restrita à Guerra Fria.

Movimentos sociais e protestos ocorridos nas últimas décadas — incluindo mobilizações que ganharam força após a morte de George Floyd, em 2020 — refletiriam, em alguma medida, uma tradição política inspirada pela estratégia revolucionária desenvolvida por Havana desde os anos 1960.

O texto afirma que Cuba investiu por décadas na formação de ativistas, organizações e redes de influência voltadas para transformar a política americana.

A referência a Thiago ocorre no contexto do Nuestra América Convoy, utilizado pelo Departamento de Estado como exemplo contemporâneo da rede internacional de solidariedade política ao regime de Havana.

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