PF faz operação contra lavagem ligada ao jogo do bicho no RJ

Expresso Rio
3 min de leitura
Imagem: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (6), uma operação no Rio de Janeiro para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho. A ação, batizada de Operação Centelha, tem como alvo a família de Rogério Andrade e outros investigados suspeitos de movimentar recursos ilícitos por meio de empresas e postos de combustíveis.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do estado. As diligências ocorreram na capital fluminense, em bairros como Centro, Barra da Tijuca, Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes, Taquara, Jacarepaguá, Bangu e Realengo, além do município de Mangaratiba, na Costa Verde.

Durante a operação, dois veículos blindados foram apreendidos. Também houve determinação judicial para bloqueio de bens considerados de alto valor, incluindo imóveis, carros de luxo, cotas empresariais e ao menos 16 embarcações.

Entre os alvos estão três policiais civis e um policial militar. Segundo as investigações, o grupo atuaria de forma estruturada, com divisão de tarefas e uso de empresas registradas em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados teriam criado um verdadeiro grupo econômico envolvendo postos de gasolina, lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial. A estrutura seria utilizada para ocultar a origem de recursos provenientes do jogo do bicho, além de viabilizar práticas como sonegação fiscal.

Rogério Andrade, apontado como uma das principais lideranças do jogo do bicho no estado do Rio de Janeiro, já está preso por suspeita de envolvimento no assassinato do contraventor Fernando Iggnácio. Apesar disso, não há mandado de prisão contra ele nesta nova operação.

Expresso Rio
A Justiça determinou o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão | Divulgação

A ofensiva conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), reforçando o caráter integrado das investigações.

Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa. A Polícia Federal informou que as apurações continuam e novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das investigações no estado do Rio de Janeiro.

Partilhar este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *