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O que falta para PF abrir inquérito contra vice de Flávio por estupro

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O que falta para PF abrir inquérito contra vice de Flávio por estupro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda a conclusão de diligências da Polícia Federal e um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir se autoriza a abertura de inquérito contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O parlamentar foi anunciado nesta quarta-feira (05) como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

A Polícia Federal pediu ao STF a abertura da investigação em 15 de abril, sob suspeita de estupro de vulnerável. Gilmar Mendes solicitou a manifestação da PGR, que deve avaliar se endossa o pedido policial, mas o órgão requisitou providências adicionais aos investigadores antes de apresentar sua posição.

O teor das diligências não foi divulgado. Segundo a Folha, uma pessoa a par do caso informou que o prazo para a PF concluí-las termina ainda em agosto, embora a corporação possa pedir uma prorrogação. Se houver solicitação, caberá ao ministro decidir sobre a extensão do prazo.

O pedido de investigação partiu de representações apresentadas em março pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), durante a CPMI do INSS. Alfredo Gaspar atuou como relator da comissão, que apurou descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.

🇧🇷 Veja a íntegra da coletiva em que os parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) acusam o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, de estupro de vulnerável e fraude processual.

Eles afirmam o relator teria praticado estupro de… pic.twitter.com/L7URDc0UMT

— Eixo Político (@eixopolitico) March 27, 2026

Representação cita documentos, conversas e supostos pagamentos

Na notícia-crime enviada à PF, Lindbergh e Soraya afirmaram ter entregue “registros documentais e conversas” sobre uma suspeita de estupro contra uma menina de 13 anos. Segundo os parlamentares, a violência teria resultado em uma gravidez e no nascimento de uma criança, cujos dados foram fornecidos sob sigilo às autoridades.

A representação sustenta que a vítima teria hoje 22 anos e a criança, 8. Os dois parlamentares também apontaram que a criança teria sido registrada como filha da avó e mencionaram uma terceira pessoa que, em tese, teria intermediado ações para impedir a comunicação do caso às autoridades.

O documento ainda cita uma suposta negociação de pagamentos de até R$ 400 mil para garantir silêncio e impedir a denúncia, com R$ 70 mil que já teriam sido pagos. Essas alegações integram o material que a PF analisa antes de eventual abertura formal do inquérito.

Alfredo Gaspar nega as acusações. Ele afirma que a história divulgada se refere a seu primo, o juiz Maurício Breda, do Tribunal de Justiça de Alagoas, e sustenta que não houve crime. O deputado disse que disponibilizaria seu DNA para testes e acionou PF, PGR e STF contra Lindbergh e Soraya, sob alegações de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.

A campanha de Flávio Bolsonaro defendeu o arquivamento urgente do caso pela PF, PGR e STF e declarou que a acusação “só serve para oposicionistas atacarem a reputação do deputado que já provou não ter nenhuma relação com a denúncia leviana”. Questionada sobre a diferença de idade entre as vítimas descritas pela acusação e pela defesa de Gaspar, a assessoria do deputado não respondeu.

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