A Polícia Federal apreendeu pilhas de dinheiro em espécie e uma máquina de contar cédulas durante a nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga suspeita de lavagem de dinheiro ligada a descontos irregulares em benefícios do INSS, segundo a coluna de Mirelle Pinheiro no Metrópoles. Os agentes encontraram a ferramenta no escritório do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL) e um dos alvos das medidas cumpridas nesta terça (4).
O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. A operação também alcançou familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA).
A PF recolheu documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais nos endereços vistoriados. Os investigadores vão analisar o conteúdo para rastrear a origem dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e a eventual participação de cada investigado.
Os investigadores apontam indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que teriam usado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações com dinheiro vivo para ocultar a origem e o destino dos recursos.
Defesa de Willer Tomaz cita empréstimo de avião a Weverton Rocha
Uma das diligências ocorreu na residência de Willer Tomaz, em Brasília. Em nota, a defesa afirmou que a busca decorre exclusivamente de ele ser dono da aeronave usada pelo senador Weverton Rocha em uma viagem já conhecida publicamente.
O advogado declarou que emprestou o avião em caráter pessoal e amistoso, sem relação com os fatos sob investigação. Também afirmou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
A Operação Sem Desconto apura um suposto esquema de fraudes em descontos aplicados a benefícios previdenciários. Nesta etapa, a PF concentra a investigação na movimentação e na possível ocultação de recursos ligados ao caso.