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Pentágono vai testar testosterona de militares para medir “prontidão”

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Pentágono vai testar testosterona de militares para medir “prontidão”

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, anunciou que militares dos Estados Unidos com 30 anos ou mais passarão por exames anuais para detectar deficiência de testosterona. Os testes serão incorporados às avaliações médicas obrigatórias das tropas.

Militares mais jovens poderão se submeter voluntariamente à triagem. Caso sejam identificados níveis considerados baixos, a terapia de reposição hormonal será oferecida, mas a adesão ao tratamento não será obrigatória.

Hegseth afirmou que a medida pretende manter os integrantes das Forças Armadas “fortes, resilientes e capazes” e garantir desempenho físico e psicológico máximo. Ele disse que o programa não busca aprimoramento artificial, mas a recuperação das capacidades naturais dos militares.

O Pentágono não informou quais estudos embasaram a decisão nem detalhou quais doenças ou sintomas serão usados para indicar o tratamento. Diretrizes médicas normalmente recomendam que a deficiência seja diagnosticada apenas quando há sintomas e níveis baixos confirmados em mais de um exame realizado pela manhã.

The High-T Department of War. pic.twitter.com/hlAUq3j2cD

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) July 15, 2026

A iniciativa surge após episódios de uso irregular de testosterona e outras substâncias entre integrantes de unidades de elite. A morte de um recruta dos Navy SEALs em 2022 levou à descoberta de hormônios em seus pertences e expôs o consumo de drogas para aumento de desempenho durante treinamentos.

O programa também coincide com uma ofensiva do governo Trump para facilitar o acesso à reposição hormonal masculina. A FDA propôs flexibilizar restrições de prescrição, enquanto aliados de Robert F. Kennedy Jr. promovem a testosterona como instrumento de força, juventude e agilidade mental, benefícios que não são reconhecidos de forma ampla pela comunidade médica.

A política anunciada não esclarece se haverá triagens equivalentes para militares do sexo feminino durante mudanças hormonais como a perimenopausa. Questionado, o Pentágono não informou se pretende incluir exames de estrogênio ou outras medidas específicas para mulheres.

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