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Campanha de Flávio volta ao TSE para contestar pesquisa da Atlas

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Campanha de Flávio volta ao TSE para contestar pesquisa da Atlas

O PL voltou ao Tribunal Superior Eleitoral para questionar uma pesquisa da AtlasIntel que mostrou Luiz Inácio Lula da Silva à frente de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Além de pedir que o levantamento seja considerado irregular, o partido quer regras mais duras para o registro e a divulgação de pesquisas.

A legenda afirma que o instituto deixou de apresentar, dentro do prazo, informações sobre municípios, setores censitários e composição demográfica da amostra. Também aponta supostas diferenças entre o plano registrado e o questionário aplicado aos entrevistados.

A AtlasIntel nega as irregularidades e diz que enviou os arquivos exigidos ao sistema PesqEle. Segundo o CEO Andrei Roman, o questionamento está fundamentado em uma falha técnica do próprio sistema do TSE, e não em omissão do instituto.

O PL propõe que pesquisas só sejam divulgadas depois da publicação integral de toda a documentação técnica. A sigla também quer que anúncios pagos usados para recrutar entrevistados em redes sociais sejam considerados parte do período oficial de coleta.

A equipe de Flávio avalia contestar ainda a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), que mostrou Lula com oito pontos de vantagem no segundo turno. A campanha afirma que verificará se o instituto complementou todos os dados exigidos pela legislação.

A nova ofensiva ocorre depois de Kassio Nunes Marques suspender, em junho, outro levantamento da AtlasIntel a pedido do PL. Flávio também elogiou a proposta do presidente do TSE de criar um “selo de acurácia” para institutos que mais se aproximarem dos resultados eleitorais, ideia criticada por especialistas.

A representação contra a pesquisa mais recente foi distribuída ao ministro André Mendonça. As alegações do partido ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral e não significam, por si só, que o levantamento tenha descumprido a legislação.

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