O Centro do Rio de Janeiro vive um novo ciclo de recuperação impulsionado pelo retorno de grandes empresas às atividades presenciais. A reocupação de edifícios por Petrobras, Dataprev e Banco do Brasil deverá acrescentar mais de 10 mil pessoas por dia à circulação da região até 2027, fortalecendo o comércio, os serviços e o mercado imobiliário corporativo.
Principal polo empresarial da capital fluminense, o Centro reúne atualmente mais de 75 mil empresas ativas, cerca de 600 mil empregos formais e foi a região que mais absorveu escritórios de alto padrão no primeiro semestre, consolidando a retomada do setor.
Petrobras lidera reocupação
O maior impacto será provocado pela Petrobras, que segue ampliando o retorno dos funcionários ao trabalho presencial.
Com a modernização do Edifício-Sede (Edise), na Avenida República do Chile, o prédio terá capacidade para aproximadamente 6 mil postos de trabalho e deverá receber cerca de 8 mil pessoas por dia, entre empregados, terceirizados e visitantes.
Como parte do projeto, a estatal também planejou, em parceria com a Prefeitura do Rio, uma nova entrada voltada para as ruas do entorno, com o objetivo de distribuir melhor o fluxo de pedestres e estimular a movimentação do comércio local.
Dataprev muda sede para o Centro
Outro reforço virá da Dataprev, que assinou contrato de aproximadamente R$ 220 milhões para ocupar mais de 10 mil metros quadrados no Edifício Ventura, um dos principais empreendimentos corporativos da cidade.
A empresa transferirá mais de mil funcionários da antiga sede, em Botafogo, para cinco andares do edifício, escolhido após avaliação de outros imóveis de alto padrão na região central.
Banco do Brasil amplia operações
O Banco do Brasil também voltou a investir no Centro da cidade.
Após colocar o tradicional Edifício Sedan em leilão, a instituição desistiu da venda e iniciou a reocupação gradual do imóvel. Atualmente, cerca de 30 áreasadministrativas já funcionam nos primeiros 18 andares da torre, e o objetivo é ampliar a utilização até ocupar os 40 pavimentos.
Segundo o banco, o projeto busca atender às necessidades operacionais e administrativas da instituição.
Centro concentra o maior polo econômico do Rio
Além da chegada de novos ocupantes, o Centro mantém sedes de grandes empresas nacionais e multinacionais, como BNDES, IBM Brasil, Meta, Accenture, BNY Mellon, Allianz Seguros, Capgemini, Shell, TotalEnergies, Baker Hughes, SLB e Ipiranga.
De acordo com levantamento da Aliança Cidade, realizado entre julho de 2025 e julho de 2026, a região concentra aproximadamente 20% dos CNPJs da capital, movimenta cerca de R$ 2 trilhões em faturamento anual e reúne mais de 600mil empregos formais, consolidando-se como o principal polo econômico do município.
*Com informações do Diário do Rio e O Dia