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Alerj analisa projeto que veta patrocínio de plataformas adultas em eventos esportivos

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Alerj analisa projeto que veta patrocínio de plataformas adultas em eventos esportivos

Eventos esportivos realizados no Estado do Rio de Janeiro poderão enfrentar novas restrições para receber patrocínios de plataformas de conteúdo adulto e serviços relacionados à prostituição. A medida está prevista no Projeto de Lei 7.049/26, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Caso receba parecer favorável da comissão, a proposta seguirá para votação em plenário. O objetivo é ampliar a Lei Estadual 10.613/24, criando novas regras para impedir a divulgação desse tipo de marca em competições esportivas que contem com recursos públicos ou incentivos fiscais estaduais.

O que muda com a proposta

O projeto proíbe ações de marketing financiadas com recursos públicos ou incentivos fiscais envolvendo casas de prostituição, plataformas cuja atividade principal seja a divulgação de conteúdo sexual e aplicativos que promovam serviços de acompanhantes ou estimulem o rufianismo.

Além disso, a proposta impede que organizadores de eventos esportivos e órgãos públicos firmem contratos de patrocínio, parceria ou apoio institucional com essas empresas.

A vedação também alcança a exibição de marcas, logotipos e nomes comerciais em uniformes, arenas, estádios, transmissões esportivas, plataformas digitais, redes sociais, materiais oficiais e peças publicitárias relacionadas aos eventos.

Projeto prevê multas e perda de benefícios fiscais

O texto cria ainda um regime de sanções para quem descumprir as novas regras. As multas previstas variam de 50 a 500 salários mínimos para pessoas físicas e de 500 a 5.000 salários mínimos para pessoas jurídicas.

Além das penalidades financeiras, o projeto prevê a suspensão ou o cancelamento de incentivos fiscais e outros benefícios concedidos pelo Estado às entidades ou empresas que infringirem a legislação.

Especialista alerta para impactos do consumo compulsivo de pornografia

A justificativa da proposta também cita preocupações relacionadas à saúde mental. Segundo o psicólogo e especialista em saúde mental Gilson Simões, o consumo compulsivo de pornografia pode gerar prejuízos emocionais e sociais quando ocorre de forma descontrolada.

De acordo com o especialista, sinais de alerta incluem dificuldade para interromper o consumo, necessidade de acessar conteúdos cada vez mais intensos, tentativas frustradas de parar, prejuízos em relacionamentos, no trabalho ou nos estudos, além de sentimentos frequentes de culpa e vergonha.

Gilson Simões afirma ainda que o problema pode levar ao isolamento social, ao comprometimento dos vínculos afetivos e ao abandono do autocuidado. Segundo ele, quando há sofrimento e perda de controle, a orientação é buscar acompanhamento profissional, já que o comportamento pode estar associado a quadros de ansiedade, depressão, traumas ou outras dificuldades emocionais.

Se aprovada, a proposta ampliará as restrições já existentes na legislação estadual sobre publicidade e patrocínio em eventos esportivos realizados no Rio de Janeiro.

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