MP mira esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho que movimentou R$ 116 milhões

Expresso Rio
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Imagem: Reprodução

Uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrada nesta terça-feira (2) tem como alvo um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV). Segundo o órgão, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 116 milhões entre os anos de 2020 e 2025.

A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e ocorre simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Ao todo, a Justiça expediu 18 mandados de busca e apreensão contra pessoas e empresas investigadas por supostamente integrarem a estrutura financeira da organização criminosa.

De acordo com o Ministério Público, os mandados são cumpridos pela Polícia Civil com apoio das forças de segurança locais. Até o momento, dois investigados foram presos durante a operação.

Investigação aponta movimentação milionária

Segundo as apurações, os investigadores identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 116 milhões atribuídas ao grupo investigado. Parte significativa dos recursos teria sido direcionada para pessoas residentes em Sete Quedas, município localizado no Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira com o Paraguai.

Conforme o Gaeco, a concentração de transferências para a região chamou a atenção por se tratar de uma área considerada estratégica para rotas de entrada de drogas e armamentos no território brasileiro.

Conexão entre Rio de Janeiro e fronteira do Paraguai

De acordo com os investigadores, a análise das operações bancárias revelou um fluxo constante de recursos que saía do Rio de Janeiro e seguia para contas localizadas em cidades da faixa de fronteira.

Segundo o Ministério Público, essa dinâmica financeira pode estar relacionada à logística utilizada pelo tráfico de drogas. A suspeita é de que os entorpecentes tenham origem no Paraguai, ingressem no Brasil por municípios do Mato Grosso do Sul e, posteriormente, sejam distribuídos para o Rio de Janeiro por integrantes da facção.

As investigações buscam identificar os responsáveis pela movimentação dos recursos e mapear possíveis empresas e pessoas utilizadas para ocultar valores atribuídos ao crime organizado.

O Ministério Público destaca que a estratégia de combate às organizações criminosas inclui o rastreamento e bloqueio de recursos financeiros, considerado um dos principais mecanismos para enfraquecer a atuação das facções.

As investigações continuam e os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão analisados pelas autoridades. Os investigados terão garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo do processo.

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