Dando continuidade à série especial “Mães que inspiram: Histórias de força entre o trabalho, o lar e o amor incondicional”, a reportagem apresenta o relato de Idaéli Martins, professora, de 41 anos, mãe de Jhonatan. Em um depoimento marcado por emoção e sinceridade, ela compartilha como a maternidade transformou sua vida, suas prioridades e a forma de enxergar o mundo.
Para Idaéli, ser mãe é, sem dúvida, a maior realização de sua vida. Ela destaca que existe uma versão de si mesma antes e outra completamente diferente depois da chegada do filho. A maternidade, segundo ela, trouxe uma nova perspectiva sobre o que realmente importa, mudando não apenas sua rotina, mas também sua essência.
Ao recordar momentos marcantes, a professora admite que é difícil escolher apenas um, já que se emociona com cada conquista do filho. Ainda assim, relembra com intensidade o instante em que o segurou nos braços pela primeira vez. “Foi algo surreal”, define, ao falar sobre o início de uma conexão que se fortalece a cada etapa da vida de Jhonatan.
No dia a dia, Idaéli busca exercer uma maternidade presente, mesmo diante das demandas profissionais. Ela ressalta a importância de aproveitar o tempo com o filho de forma verdadeira, oferecendo apoio, diálogo e segurança. Para ela, é essencial que o filho saiba que pode contar com sua presença e orientação em qualquer situação.
Entretanto, conciliar trabalho e maternidade nunca foi uma tarefa simples. Entre os desafios mais difíceis, ela destaca os momentos em que precisou trabalhar enquanto o filho estava doente. A situação, segundo relata, sempre trouxe um sentimento de impotência e dor, comum a muitas mães que enfrentam a rotina intensa de trabalho.
A experiência como mãe também impactou diretamente sua atuação profissional. Em sala de aula, Idaéli afirma que passou a olhar seus alunos com ainda mais empatia, buscando tratá-los da mesma forma que gostaria que seu próprio filho fosse tratado. Essa sensibilidade, construída a partir da maternidade, contribuiu para fortalecer o vínculo com os estudantes e aprimorar sua prática pedagógica.

Apesar dos esforços para equilibrar todas as responsabilidades, ela reconhece que nem sempre é possível dar conta de tudo. Um dos aprendizados mais importantes, segundo a professora, foi entender que, mesmo dando o seu melhor, pode falhar em alguma área. Essa consciência trouxe mais humanidade para sua jornada, diminuindo a cobrança excessiva.
Ainda assim, houve momentos de arrependimento. Idaéli relembra que, ao perceber o crescimento do filho, sentiu o peso de ter perdido parte da infância dele devido à dedicação integral ao trabalho. A constatação foi decisiva para uma mudança significativa em sua vida.
Diante disso, ela tomou uma decisão importante: reduzir o ritmo profissional para priorizar a família e a própria saúde. “Coloquei tudo na balança”, afirma, destacando que o filho passou a ser sua principal prioridade. A mudança permitiu uma convivência mais próxima e a recuperação de momentos que antes eram limitados pela rotina intensa.
Ao falar sobre o filho, a emoção se intensifica. Idaéli o define como seu bem mais precioso, a razão que a impulsiona diariamente a buscar o melhor. Em suas palavras, ele é “o coração batendo fora do peito”, expressão que resume o tamanho do amor que sente.
Para outras mães que enfrentam desafios semelhantes, ela deixa uma mensagem de acolhimento e incentivo. Idaéli reforça que todas são incríveis e que não devem se culpar por eventuais falhas. Segundo ela, errar faz parte da tentativa constante de acertar dentro dessa missão tão complexa que é a maternidade.
Por fim, ao refletir sobre como gostaria de ser lembrada, a professora é direta: como alguém que amou profundamente seu filho desde o primeiro instante, ainda na gestação. Um sentimento que, segundo seu relato, segue guiando cada escolha de sua vida.
Acompanhe mais tarde mais uma história da nossa série especial…
Essa é mais uma história da série especial “Mães que inspiram”, que celebra mulheres reais que transformam amor em força todos os dias.