Mães que inspiram: Mãe de três filhos, a Priscila relata desafios e aprendizados ao conciliar profissão e maternidade

Luana Furtado Furtado
5 min de leitura

Conciliar a rotina intensa da medicina com a criação de três filhos exige equilíbrio, renúncia e, acima de tudo, amor. A médica Priscila Loiola, de 36 anos, é uma das protagonistas da série “Mães que inspiram: Histórias de força entre o trabalho, o lar e o amor incondicional” e compartilha, de forma sensível, os bastidores de uma maternidade real, marcada por desafios diários e momentos inesquecíveis.

Para Priscila, ser mãe vai além de qualquer definição objetiva. Ela traduz o sentimento com poesia ao afirmar que é como “ter o coração fora do peito, andando pelo mundo em pequenos passos”. A intensidade da maternidade, segundo ela, se revela desde os primeiros instantes. O contato pele a pele após o nascimento de cada filho é descrito como o momento mais marcante de sua trajetória, mesmo reconhecendo que, apesar da experiência já vivida, cada nascimento trouxe emoções únicas.

A rotina entre plantões e cuidados com os filhos é comparada a uma “dança em corda bamba”. Encontrar equilíbrio, segundo a médica, é um desafio constante. Ainda assim, ela destaca que o mais importante não está na quantidade de tempo disponível, mas na qualidade dos momentos vividos com os filhos. Estar presente de verdade, sem distrações, é o que torna cada instante significativo para as crianças.

Expresso Rio
Imagem: Priscila Loiola/ Arquivo Pessoal

No ambiente profissional, Priscila revela que já enfrentou julgamentos, especialmente por ser mãe de três. Apesar disso, ela reconhece que a maioria das pessoas com quem convive demonstra admiração por sua capacidade de conciliar as duas funções. Esse reconhecimento, inclusive, se tornou uma fonte de motivação diária para seguir em frente.

A maternidade também transformou sua atuação na medicina. Mais sensível, atenta e resiliente, ela acredita que ser mãe ampliou sua visão humana dentro da profissão. Essa mudança reflete diretamente na forma como lida com pacientes e desafios cotidianos.

Entre os maiores obstáculos, ela aponta não apenas a gestão do tempo, mas principalmente os momentos em que os filhos adoecem. Nessas situações, toda a rotina precisa ser reorganizada. Compromissos são adiados e a prioridade passa a ser o cuidado. “Nessa hora, é só o colo de mãe que resolve”, destaca.

A culpa, segundo Priscila, é uma presença constante. Ela admite que o sentimento faz parte do dia a dia e que, ao nascer uma mãe, nasce também uma cobrança interna difícil de ignorar. Ainda assim, busca trabalhar sua mente para compreender que não é possível dar conta de tudo perfeitamente e que o mais importante é fazer o melhor dentro das possibilidades.

Lidar com essa pressão interna é um exercício contínuo. A médica reforça que nem todos os dias serão como o planejado, e aceitar essa realidade é essencial para seguir com mais leveza.

Ao falar sobre os filhos, Priscila não esconde a emoção. Eles representam tudo em sua vida e foram responsáveis por lhe conceder o título mais importante: o de mãe. A ideia de uma vida sem eles, segundo ela, é simplesmente inimaginável.

Para outras mães, a mensagem é direta e acolhedora: é preciso respirar e entender que não é necessário dar conta de tudo. O essencial, reforça, é oferecer amor.

Por fim, ao refletir sobre como gostaria de ser lembrada, Priscila destaca o desejo de ser reconhecida como uma mãe que amou intensamente, inclusive nos dias mais difíceis e principalmente, nos momentos em que seus filhos mais precisaram de sua presença.

Acompanhe amanhã mais uma história da série especial…

Essa é mais uma história da série especial “Mães que inspiram”, que celebra mulheres reais que transformam amor em força todos os dias.

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