Mães que inspiram: Lohayne Leslie na rotina entre estudos, trabalho e criação da filha

Luana Furtado Furtado
7 min de leitura

Conciliar maternidade, profissão e sonhos pessoais é um desafio diário para milhares de mulheres. Na série especial “Mães que inspiram: Histórias de força entre o trabalho, o lar e o amor incondicional”, a história da nutricionista e acadêmica de medicina Lohayne Leslie Pinto Gomes revela a realidade de quem se divide entre plantões, estudos, responsabilidades e o amor incondicional pela filha Eloá.

Aos 35 anos, Lohayne vive uma rotina intensa. Além de atuar na área da nutrição, ela também enfrenta a jornada acadêmica da medicina, carregando consigo a missão mais importante da sua vida: ser mãe. Para ela, a maternidade transformou completamente sua forma de enxergar a vida, as relações e até mesmo a profissão.

Ao definir o que significa ser mãe, Lohayne recorre a um trecho de um poema escrito por ela mesma em seu primeiro Dia das Mães. “Ser mãe é coragem, de muitas vezes caminhar em desvantagem, porém nunca mais só”, escreveu. A frase, segundo ela, resume com profundidade tudo o que sente desde a chegada da filha.

O nascimento de Eloá é lembrado como o momento mais marcante da maternidade. Foi naquele instante que, segundo Lohayne, ela compreendeu que existem dores que levam a grandes tesouros. A experiência do parto também trouxe uma nova percepção sobre força e vulnerabilidade.

“Ali Deus me fez entender que existem dores que te conduzem a tesouros. Que sofrer nem sempre é sinônimo de tristeza e que, ainda que eu seja muito forte, a vulnerabilidade habita em mim”, contou.

Mesmo contando com uma rede de apoio que considera essencial, Lohayne admite que equilibrar carreira, estudos e maternidade exige esforço constante. Entre aulas, estágios, plantões e estudos durante a madrugada, ela tenta garantir que a filha continue sendo prioridade em sua rotina.

“Tem dias que não consigo estar tão presente quanto gostaria, mas tento fazer com que isso aconteça o mínimo possível”, relatou.

A maternidade também trouxe impactos diretos em sua vida acadêmica. Lohayne afirma que enfrenta dificuldades diariamente para manter o equilíbrio entre as demandas da filha e a rotina intensa da faculdade de medicina. Muitas vezes, o único horário disponível para estudar é durante a madrugada, depois que Eloá dorme.

Ainda assim, ela faz questão de reservar momentos para brincar, participar das atividades escolares e estar emocionalmente presente. “Mesmo cansada após estágios e plantões, me sento para brincar com ela, fazer as atividades da escola. Ser mãe é muitas vezes se colocar de lado, ou até ser colocada de lado”, desabafou.

Apesar dos desafios, Lohayne faz questão de reconhecer o acolhimento que recebeu ao longo da caminhada acadêmica. Segundo ela, professores e colegas foram fundamentais para que a maternidade não se tornasse um obstáculo ainda maior durante os primeiros anos da filha.

“Minha filha frequentou a sala de aula comigo durante todo o primeiro ano de vida dela. Sempre fui muito bem acolhida pelos professores e alunos”, lembrou.

Expresso Rio
Imagem: Lohayne Leslie/ Arquivo Pessoal

As mudanças provocadas pela maternidade também refletem diretamente na forma como Lohayne atua profissionalmente. Ela acredita que se tornou uma pessoa mais empática, humana e sensível às necessidades do outro.

“Hoje lido com as pessoas entendendo que, em algum momento, alguém também vai lidar com a minha filha. Então me esforço para cuidar bem do bem de alguém”, afirmou.

Para ela, um dos maiores desafios não está apenas em cumprir todas as responsabilidades, mas em não se perder emocionalmente no meio da rotina intensa. O cansaço, a culpa e o desânimo, segundo Lohayne, podem levar muitas mães ao automatismo.

“Não permitir que isso aconteça em meio ao esforço de equilibrar tudo é o maior desafio”, disse.

Ao falar sobre culpa materna, ela responde sem hesitar: “Todos os dias”. Entre risos sinceros, Lohayne reconhece que a culpa faz parte da maternidade, aparecendo de diferentes formas ao longo da rotina.

Mesmo assim, aprendeu a lidar com esse sentimento sem permitir que ele paralise sua vida. A fé se tornou um dos pilares para enfrentar os dias difíceis.

“O Espírito Santo me lembra diariamente que sou humana e que não preciso dar conta de tudo o tempo todo. Nem sempre vou estar bem, e tudo bem”, declarou.

Para Lohayne, a filha representa cuidado e propósito. Ela acredita que Eloá foi responsável por ajudá-la a superar momentos difíceis e encontrar forças até nos dias mais desafiadores.

“Minha filha me salvou de mim mesma em muitos momentos. Ela faz com que os dias ruins sejam suportáveis e os dias bons ainda mais especiais”, afirmou emocionada.

Ao deixar uma mensagem para outras mães, Lohayne reforça a importância do acolhimento entre mulheres que vivem os mesmos desafios da maternidade.

“A maternidade é linda, mas também pode ser cruel. Existe culpa, cobrança e exaustão. Precisamos nos acolher mais e lembrar que somos humanas, imperfeitas, mas capazes de oferecer o amor mais puro que existe”, destacou.

Quando pensa sobre como gostaria de ser lembrada no futuro, a resposta vem carregada de afeto e inspiração familiar.

“Gostaria de ser lembrada como uma mulher que se tornou o abrigo mais seguro, o colo mais aconchegante e a amizade mais leal, assim como minha mãe é para mim”, concluiu.

 

Acompanhe amanhã mais uma história da série especial…

Essa é mais uma história da série especial “Mães que inspiram”, que celebra mulheres reais que transformam amor em força todos os dias.

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