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Em discursos do PT, lula chama Janja ao palco após criticar ausência de mulheres

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Em discursos do PT, lula chama Janja ao palco após criticar ausência de mulheres

Antes de discursar na convenção nacional do PT que oficializou sua candidatura à reeleição, o presidente Lula fez uma autocrítica ao observar a ausência de mulheres entre os oradores do evento. Em seguida, convidou de forma improvisada a primeira-dama Janja da Silva para falar ao público antes de seu pronunciamento.

“Quero começar com uma crítica a mim. Esse evento grandioso e feito com muita criatividade não teve uma fala de uma mulher. Então eu quero pedir para minha companheira Janja falar em novo de todas as mulheres”, disse.

A primeira-dama, ao tomar o microfone, refletiu sobre a importância das mulheres para o processo eleitoral deste ano. “É difícil porque a gente precisa estar se reafirmando todos os dias. Vou saldar só as mulheres (…). Somos nós, mulheres, que vamos eleger você de novo, Lula”, disse.

Marina Silva, Simone Tebet e Benedita da Silva haviam participado de entrevistas transmitidas ao vivo antes da abertura do evento, mas não constavam entre os discursos oficiais.

A convenção ocorreu no Expocenter Norte, na capital paulista, e reuniu militantes com camisetas, bonés e faixas que traziam as palavras democracia e soberania. A campanha de Lula adotou os dois temas como eixo da disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na corrida presidencial.

Lula ‘quebra protocolo’ e convida Janja para discursar em convenção nacional do PT https://t.co/ZVb255qFQk #eleição2026 #g1 pic.twitter.com/YvdKjpTcvU

— g1 (@g1) August 2, 2026

Edinho Silva disse que os eleitores terão de escolher entre a “pequenez política”, que atribuiu a Flávio Bolsonaro, e Lula, a quem chamou de “grande líder” da democracia mundial. “O Brasil do presidente Lula vai enfrentar o intervencionismo, o autoritarismo e defender a soberania do povo”, afirmou o dirigente petista.

Fernando Haddad concentrou sua fala no cenário nacional e comparou a eleição a uma travessia em mar revolto. “No momento como esse, de mar revolto, você precisa de um marujo confiável, experiente, e uma pessoa que sabe manejar o barco”, disse o ex-ministro, ao citar guerras e o avanço da extrema direita em diferentes países.

O candidato petista ao governo de São Paulo também criticou a gestão de Jair Bolsonaro e disse que Lula sucedeu um governo que “desorganizou o país em todos os sentidos”. Haddad atribuiu à atual administração a recomposição de recursos para saúde e educação e declarou que a dupla Lula-Alckmin recolocou R$ 100 bilhões em cada uma dessas áreas.

Alckmin criticou a campanha negacionista contra as vacinas na pandemia de covid-19 e a depredação ambiental durante o governo Bolsonaro. O vice-presidente também associou os ataques às urnas à derrota eleitoral e afirmou que “quem não acredita no voto popular nem deveria ser candidato a presidente”.

Pesquisa Datafolha divulgada no dia 24 apontou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, ante 32% de Flávio Bolsonaro. O levantamento registrou rejeição de 46% ao presidente e de 48% ao senador; PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB e PDT compõem a base da candidatura, que terá Alckmin novamente como vice.

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