O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o green card concedido pelo governo de Donald Trump a Eduardo Bolsonaro é uma “recompensa” pela atuação do ex-parlamentar contra os interesses brasileiros. A autorização permite que Eduardo viva, trabalhe e estude nos Estados Unidos por tempo indeterminado.
“Dudu Bananinha hoje está feliz. Eduardo Bolsonaro ganhou o green card dos Estados Unidos. É uma recompensa pelos serviços prestados aos Estados Unidos. Bom menino do Trump”, ironizou Lindbergh em vídeo publicado nas redes sociais.
O petista afirmou que o próximo passo do filho de Jair Bolsonaro deve ser pedir a cidadania estadunidense e abrir mão da brasileira. “O que esse cara trabalhou contra o Brasil e para defender os interesses norte-americanos é uma barbaridade”, declarou.
Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por coação no curso do processo sobre a trama golpista. Ele vive nos Estados Unidos desde 2025 e corre o risco de ser preso caso retorne ao Brasil.
TRAIDOR COM GREEN CARD! Trump concedeu Green Card ao Eduardo Bolsonaro. Recompensa pelo tarifaço e todos os serviços prestados contra o Brasil? Próximo passo dele é pedir cidadania norte-americana? Seria bem coerente para um traidor da Pátria! pic.twitter.com/D1mMhW6t0t
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 20, 2026
No vídeo, Lindbergh exibiu uma entrevista na qual Eduardo comemorava a decisão de Trump de impor tarifas ao Brasil. “Nós ficamos muito felizes que ele voltou os seus olhos, total atenção ao Brasil. Ele optou por fazer as tarifas. Eu confio no presidente Trump”, disse o ex-deputado no trecho.
Lindbergh acusou o bolsonarismo de defender os Estados Unidos acima do próprio país. “É a primeira vez que temos um agrupamento político que defende um país estrangeiro mais do que o nosso país e atua diretamente contra os interesses nacionais. Traição à pátria como essa turma, nunca”, afirmou.
O deputado também incluiu Flávio Bolsonaro nas críticas e citou a promessa do senador de iniciar contatos com o governo estadunidense antes mesmo de uma eventual posse na Presidência. Para Lindbergh, a declaração mostra que a aproximação com Trump permanece como eixo da estratégia política da família Bolsonaro.