Investigação aponta elo entre deputado preso e traficante no Rio; veja

Expresso Rio
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O deputado estadual fluminense Thiago Rangel (Avante-RJ) com o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ). Reprodução

O deputado estadual fluminense Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso nesta terça-feira (5) durante uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. O parlamentar também foi citado em uma apuração que aponta suposta ligação com um traficante conhecido como “Júnior do Beco”, com histórico de crimes graves.

A prisão ocorreu no âmbito da operação “Unha e Carne”, que apura irregularidades em processos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma na rede estadual de ensino no Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, Thiago Rangel teria oferecido vagas na área da educação a pessoas indicadas por “Júnior do Beco”. A suspeita consta no pedido de prisão do deputado, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.

ministro Alexandre de Moraes em close, sério, de perfil
O ministro Alexandre de Moraes – Reprodução

Mensagens analisadas pela Polícia Federal mostram conversas entre o parlamentar e Fábio Pourbaix de Azevedo, apontado como seu braço direito. Em um dos diálogos, Rangel compartilha um contato identificado como “Junior Beco” e menciona a existência de oito vagas para o cargo de auxiliar de serviços gerais na Educação.

Ainda segundo os investigadores, uma dessas vagas teria sido destinada a uma indicação do próprio “Júnior do Beco”, que teria solicitado duas posições. Há também registros de substituições posteriores nas indicações.

A decisão judicial destaca que Arídio Machado da Silva Júnior, conhecido como “Júnior do Beco”, possui antecedentes criminais e já foi condenado por diversos crimes, incluindo homicídio simples e qualificado, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A menção ao nome do traficante na investigação reforça a gravidade das suspeitas analisadas pelas autoridades federais.

A operação “Unha e Carne” mira possíveis esquemas dentro da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, envolvendo contratos públicos e uso indevido da máquina administrativa.

As apurações indicam possíveis irregularidades em processos de contratação e execução de obras, além de suspeitas de favorecimento em indicações para cargos.

O caso ganha repercussão no cenário político fluminense, especialmente por envolver um parlamentar em exercício e possíveis conexões com o crime organizado.

Em nota, a defesa de Thiago Rangel afirmou que ainda está tomando conhecimento detalhado da investigação e das medidas adotadas. O deputado nega a prática de qualquer ilegalidade.

“A defesa reafirma a plena confiança nas instituições e no devido processo legal. O deputado prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação”, diz o comunicado.

Os advogados também ressaltaram que qualquer conclusão antecipada seria indevida antes da análise completa dos elementos que fundamentaram a decisão judicial.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal e deve avançar com a análise de provas, depoimentos e eventuais novos desdobramentos.

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