Uma influenciadora digital e o ex-marido foram presos entre a sexta-feira (8) e a manhã deste sábado (9), em Itaguaí, na Baixada Fluminense, acusados de cometer crimes sexuais contra os próprios filhos e produzir conteúdo pornográfico envolvendo as crianças.
Segundo as investigações, o casal utilizava os filhos na produção de vídeos de conteúdo sexual, que seriam divulgados inclusive para outros países. A operação de captura ocorreu após monitoramento realizado pelas forças de segurança, que identificaram possíveis endereços ligados aos investigados no estado do Rio de Janeiro.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades para preservar a identidade das vítimas, conforme determina a legislação brasileira em casos envolvendo crianças e adolescentes.
De acordo com a polícia, os suspeitos são investigados por estupro de vulnerável e por produzir e divulgar registros de pornografia infantil. A ordem de prisão foi expedida pela 2ª Vara Federal de Volta Redonda, no Sul Fluminense.
As investigações tiveram início após informações enviadas pela Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, a Europol, ao Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da Polícia Federal (Sercopi/PF).
A partir das informações compartilhadas internacionalmente, os agentes intensificaram o monitoramento dos suspeitos até conseguirem localizá-los em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio.
A ação contou ainda com apoio da 167ª Delegacia de Polícia de Paraty e da 93ª DP de Volta Redonda.
Segundo a polícia, os dois já haviam sido presos em janeiro de 2023 durante uma operação realizada pela Polícia Federal em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro.
Na ocasião, o casal foi condenado a mais de 23 anos de prisão pelos mesmos tipos de crimes relacionados ao abuso infantil e à produção de material pornográfico envolvendo menores.
As autoridades agora investigam possíveis conexões internacionais relacionadas à distribuição do conteúdo criminoso.
Os investigados deverão responder por estupro de vulnerável e também pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente relacionados à produção, armazenamento e divulgação de pornografia infantil.
As investigações seguem em andamento para identificar possíveis envolvidos e ampliar o rastreamento do material divulgado ilegalmente.
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