Um homem foi preso na madrugada desta sexta-feira (1º) após tentar cobrar R$ 1,8 mil por uma caipirinha de um banhista em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação foi realizada por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) durante uma operação de fiscalização na orla.
Identificado como Ernã Brandão Alves, o suspeito foi encaminhado à delegacia e vai responder por tentativa de extorsão. O caso chamou atenção pelo valor considerado abusivo cobrado pela bebida em uma das praias mais movimentadas do estado do Rio de Janeiro.
A prisão ocorreu durante a Operação Tatuí, que atua na fiscalização da faixa de areia e no entorno de Copacabana. A ação foi intensificada por conta da realização de um grande evento musical marcado para este sábado (2), que deve atrair grande público à região.
Durante a operação, agentes também desmontaram dois acampamentos irregulares instalados na praia e apreenderam 12 garrafas de bebidas destiladas, além de carrinhos utilizados na venda ambulante não autorizada.
Na quinta-feira (30), um dia antes da prisão, equipes da Seop já haviam apreendido cerca de 80 quilos de produtos perecíveis que seriam comercializados de forma irregular na areia de Copacabana. Todo o material foi descartado pelas autoridades.
De acordo com a Prefeitura do Rio, apenas ambulantes devidamente registrados estão autorizados a vender alimentos e bebidas durante eventos oficiais na cidade, como o projeto “Todo Mundo no Rio”.
O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, explicou que as ações são realizadas principalmente durante a madrugada para facilitar a fiscalização.
Segundo ele, o objetivo é evitar a ocupação irregular da praia e garantir a segurança dos frequentadores. “Realizamos essas ações nas areias das praias, especialmente durante a madrugada, por conta do fluxo reduzido de pessoas. O objetivo é desobstruir o espaço público e impedir o uso da praia como depósito”, afirmou.
Outro ponto destacado pela prefeitura é a prevenção de acidentes, especialmente envolvendo o uso de garrafas de vidro na faixa de areia.
A expectativa é que as operações continuem ao longo dos próximos dias em Copacabana, um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, para garantir ordem pública, segurança e cumprimento das regras durante o evento que deve movimentar a cidade.