Trabalhadores da CPTM aprovaram nesta quarta (5) a proposta do governo de São Paulo para absorver funcionários pela administração estadual e encerraram a greve que atingia três linhas de trens havia dois dias. A decisão saiu por maioria em assembleia do sindicato.
Os empregados deixaram a assembleia com orientação para seguir ao Brás, onde bateriam o ponto ainda nesta quarta. A CPTM deve redirecionar cada profissional para seu local de trabalho após o registro.
O governo paulista se comprometeu a absorver todos os trabalhadores da companhia, inclusive os 2.171 funcionários da Linha 10-Turquesa. A inclusão dessa linha ampliou a proposta inicial, que abrangia somente empregados das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, privatizadas.
A advogada dos sindicatos, Maria José Aguiar de Freitas, defendeu durante as negociações que o projeto contemplasse também os trabalhadores da Linha 10-Turquesa, que não integra o grupo de linhas privatizadas.
Projeto sobre absorção dos funcionários seguirá para a Alesp
Representantes da CPTM, dos trabalhadores e procuradores do Estado discutiram a proposta em audiência de conciliação realizada na tarde desta quarta no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na Consolação, região central de São Paulo.
O governo condicionou o envio do projeto de lei à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) à retomada integral da operação. A administração estadual informou que fiscalizará o funcionamento das linhas antes de encaminhar o texto.
A proposta permite que os funcionários sejam absorvidos por órgãos ou entidades estaduais por redistribuição, cessão, aproveitamento, remanejamento ou outros mecanismos previstos na legislação. O texto prevê a adoção dessas formas conforme o interesse público e a conveniência administrativa.
Com a aprovação em assembleia, os trabalhadores encerraram a paralisação e iniciaram o retorno às atividades, enquanto o governo acompanha a normalização do serviço para enviar o projeto de lei ao Legislativo paulista.