O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) se manifestou nas redes sociais após a divulgação de informações sobre uma condenação por improbidade administrativa relacionada ao caso conhecido como “Saúde em Movimento”. Durante uma transmissão, Garotinho afirmou que considera incorreta a interpretação de que estaria automaticamente inelegível e sustentou que os efeitos da condenação já estariam prescritos. “Minha candidatura não corre nenhum risco. Zero”, declarou o ex-governador, ao contestar as notícias divulgadas pela imprensa.
A manifestação ocorreu após a divulgação de que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro teria solicitado à Justiça a execução das sanções decorrentes da condenação, incluindo a comunicação à Justiça Eleitoral sobre a suspensão dos direitos políticos. Garotinho argumentou que o julgamento ocorreu em maio de 2018 e, segundo sua interpretação jurídica, o período de oito anos relacionado à sanção teria terminado em maio de 2026. O ex-governador também apresentou questionamentos sobre a tramitação do processo e afirmou que teria sido julgado sem a presença de sua defesa em determinada etapa. Essas alegações correspondem à versão apresentada por Garotinho e devem ser analisadas à luz dos autos e das decisões judiciais existentes.
Durante a transmissão, Garotinho também afirmou considerar a repercussão do caso uma tentativa de prejudicar sua candidatura ao Governo do Estado e direcionou críticas ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, além de integrantes do Ministério Público e da imprensa. Ele relacionou a divulgação das informações a interesses políticos, mas não apresentou, durante o trecho divulgado, decisão judicial que reconheça a existência de uma ação coordenada contra sua candidatura. As afirmações, portanto, representam a avaliação política e pessoal do ex-governador e não devem ser interpretadas como fatos judicialmente comprovados.
Garotinho ainda contestou aspectos da ação de improbidade e disse que sua participação no episódio teria se limitado à assinatura e ao encaminhamento de um documento elaborado pela Procuradoria do Estado, que, segundo sua versão, buscava interromper contratações consideradas irregulares. Ele também fez acusações contra uma integrante do Ministério Público e mencionou suposta relação profissional de um familiar dela com Eduardo Paes. Essas declarações não são apresentadas nesta reportagem como fatos comprovados e dependem de documentação e eventual manifestação das pessoas citadas para que possam ser devidamente confrontadas.
Embora Garotinho sustente que a questão estaria prescrita e que sua candidatura não enfrenta impedimento, a definição sobre eventual inelegibilidade não decorre apenas da declaração das partes envolvidas. Informações divulgadas nesta semana apontam que a condenação e seus possíveis efeitos serão analisados pela Justiça Eleitoral, que terá competência para avaliar eventual impacto sobre registro de candidatura à luz da legislação vigente. Até uma manifestação definitiva do órgão eleitoral competente, é juridicamente mais adequado tratar a situação como uma controvérsia ainda sujeita à apreciação judicial.