A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões atribuído aos acionistas no segundo trimestre de 2026, alta de 96,8% em relação aos R$ 26,7 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pela valorização do petróleo, pelo aumento da produção e pelo forte crescimento das exportações.
Desconsiderando eventos exclusivos, o lucro chegou a R$ 55,8 bilhões, avanço de 140,5% na comparação anual. A receita de vendas cresceu 42,3%, para R$ 169,5 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 93,8 bilhões, alta de 79,6%.
O preço médio do petróleo Brent passou de US$ 67,82 para US$ 104,52 por barril entre os dois períodos, aumento de 54,1%. A estatal também atribuiu o desempenho ao avanço dos sistemas de produção, à entrada em operação da plataforma P-79, no campo de Búzios, e a ganhos de eficiência.
As exportações renderam R$ 63,8 bilhões, praticamente o dobro dos R$ 32,2 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025. Somente as vendas de petróleo ao exterior alcançaram R$ 52,3 bilhões, crescimento de 107,4%. No mercado interno, a receita subiu 21,8%, para R$ 104,5 bilhões.
O segmento de exploração e produção teve lucro de R$ 41,6 bilhões, alta de 85,2%. Já as áreas de refino, transporte e comercialização lucraram R$ 9,7 bilhões, mais de oito vezes o resultado de R$ 1,2 bilhão do mesmo período do ano passado. Segundo a Petrobras, suas refinarias operaram com fator de utilização de 101,2%.
A companhia investiu US$ 5,3 bilhões no trimestre, 19,6% a mais que um ano antes. A dívida bruta encerrou junho em US$ 70,8 bilhões e a dívida líquida em US$ 60,4 bilhões. Apesar do aumento nominal do endividamento, a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado caiu de 1,53 para 1,14 vez.
Com o resultado, o Conselho de Administração aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos, equivalentes a R$ 1,34814262 por ação ordinária ou preferencial. Os pagamentos serão feitos em duas parcelas, previstas para novembro e dezembro.