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Morre Tito Ryff, economista que ajudou a modernizar o ambiente de negócios no Rio

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Morre Tito Ryff, economista que ajudou a modernizar o ambiente de negócios no Rio

O economista Tito Bruno Ryff, uma das principais referências da economia brasileira e figura de destaque na formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Rio de Janeiro, morreu nesta quinta-feira (6), aos 82 anos, na capital fluminense. Ele estava em tratamento contra um câncer. Com uma trajetória que reuniu atuação no setor público, na política, na academia e em entidades empresariais, Ryff ocupava atualmente os cargos de gerente de Políticas Públicas do Sebrae-RJ, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e membro do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, participou da elaboração de políticas econômicas, exerceu funções estratégicas nos governos federal e estadual e tornou-se um dos principais defensores da modernização do ambiente de negócios e da redução da burocracia para empreendedores.

Da Fazenda ao Governo do Rio

Filho do jornalista Raul Ryff, Tito nasceu em Berna, na Suiça, mas construiu praticamente toda a sua trajetória profissional no Rio de Janeiro. Possuía pós-graduação no exterior e especialização em economia agrícola pela Universidade de Oxford.

Entre os principais cargos que ocupou estão os de subsecretário-adjunto do Ministério da Fazenda, secretário de Estado no Rio de Janeiro, vereador da capital entre 1989 e 1991 e deputado estadual de 1991- 1995. Também atuou como assessor de campanhas eleitorais e participou da formulação de diversas políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico.

Além da atuação técnica, aproximou a economia do grande público como comentarista do programa O Indicador Rural, da TV Bandeirantes.

Sebrae destaca legado para os pequenos negócios

Nos últimos anos, Tito Ryff concentrou sua atuação no Sebrae-RJ, onde liderou iniciativas voltadas ao fortalecimento dos micro e pequenos empreendedores. Trabalhou pela simplificação dos processos de abertura de empresas, pela redução da burocracia e pela ampliação dos serviços públicos digitais em todos os municípios fluminenses.

Em nota, o Sebrae Rio lamentou a morte do economista e destacou sua contribuição para o fortalecimento do ambiente de negócios no estado. A instituição ressaltou que Ryff teve papel decisivo na construção de políticas públicas voltadas ao empreendedorismo, à inovação e à melhoria do ambiente regulatório, além de lembrar sua capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade.

Segundo a entidade, seu trabalho ajudou a ampliar oportunidades para pequenos empresários e contribuiu para tornar o Rio de Janeiro um ambiente mais favorável ao desenvolvimento econômico. O Sebrae também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho.

Atuação na Sociedade Nacional de Agricultura

Paralelamente ao trabalho no Sebrae, Tito Ryff exercia a vice-presidência da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e integrava a Academia Nacional de Agricultura. Na entidade, participou ativamente de projetos voltados ao fortalecimento do agronegócio brasileiro e era reconhecido pela capacidade de construir consensos entre representantes do setor produtivo, empresários e gestores públicos.

Colegas destacam que sua experiência técnica, aliada ao perfil conciliador e ao amplo conhecimento sobre economia, fizeram dele um dos interlocutores mais respeitados em debates sobre desenvolvimento regional e políticas públicas.

O velório será realizado nesta sexta-feira (7), às 12h10, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. A cremação está prevista para as 14h.

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