O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nesta quinta-feira (6) uma nota em que atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pela crise diplomática entre Brasil e Argentina. No texto, o parlamentar critica a decisão do governo brasileiro de reduzir o nível das relações diplomáticas com Buenos Aires e afirma que a política externa de Lula estaria isolando o país.
Segundo Flávio, a deterioração da relação com a Argentina é consequência de uma política externa “ideologizada e confrontacional”. Ele também afirma que o governo brasileiro criou atritos, em poucos meses, com os Estados Unidos, o Paraguai e agora a Argentina.
Na nota, o senador sustenta que a defesa da soberania nacional não deve ocorrer por meio de confrontos diplomáticos e acusa o governo de utilizar o discurso da “dignidade nacional” como instrumento de propaganda política. Para ele, o fortalecimento da posição internacional do Brasil depende de uma economia sólida, capacidade de negociação e de uma política externa voltada aos interesses permanentes do Estado.
Flávio Bolsonaro também afirma que a Argentina não pretende retaliar o Brasil e diz que a escalada da crise partiu exclusivamente do governo Lula.
**STATEMENT BY SENATOR FLÁVIO BOLSONARO ON LULA’S DIPLOMATIC BREAK WITH ARGENTINA**
1. I vehemently repudiate the Lula government’s decision to downgrade diplomatic relations with Argentina — a sister nation, our largest trading partner in South America, and a historic friend of… pic.twitter.com/M1sXnkCn48
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 6, 2026
O senador ainda relaciona o episódio ao que chama de “colapso do projeto do Fórum de São Paulo” na América Latina. Segundo ele, governos aliados da organização estariam sendo derrotados na região, levando Lula a reagir rompendo relações com países governados por adversários políticos.
Na avaliação de Flávio, os principais prejudicados pela crise serão produtores rurais, industriais, exportadores e trabalhadores brasileiros que dependem do comércio bilateral com a Argentina.
Por fim, o parlamentar fez uma promessa eleitoral ao afirmar que, caso a direita volte ao poder em 2027, buscará reconstruir as relações diplomáticas com a Argentina, o Paraguai, os Estados Unidos e “todas as nações livres” do continente.
Flávio também enviou uma mensagem ao presidente argentino Javier Milei, a quem chamou de “estimado amigo”, afirmando que a crise “não é entre os povos brasileiro e argentino”, mas resultado de “um governo em seus dias finais”.