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EUA sancionam ministro militar e empresas de Cuba por compra de armas

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EUA sancionam ministro militar e empresas de Cuba por compra de armas

O governo Trump anunciou nesta quinta-feira (6) sanções dos Estados Unidos contra cinco entidades e oito integrantes do aparato militar e industrial de Cuba. Washington afirma que os alvos ajudaram a importar equipamentos militares e a ampliar a cooperação de Havana com forças estrangeiras, sobretudo da China e da Rússia.

Entre os sancionados estão Álvaro Victoriano López Miera, ministro das Forças Armadas Revolucionárias, e Roberto Legrá Sotolongo, chefe do Estado-Maior e primeiro vice-ministro da pasta.

A lista também inclui dirigentes das áreas econômica e de relações exteriores das Forças Armadas cubanas, além dos adidos militares do país na Rússia e na China. O governo estadunidense acusa esses funcionários de participar de negociações para a obtenção de equipamentos militares.

As cinco entidades atingidas são apontadas por Washington como integrantes de uma rede de importação e fornecimento de produtos para o aparato de defesa de Cuba. O governo Trump não detalhou todos os equipamentos ou contratos que teriam motivado as sanções.

The Cuban Communist regime is a state sponsor of terrorism that spies on America, arms violent left-wing radicals, spreads poisonous Marxist ideology, and serves as a staging ground for Russia, China & Iran just 90 miles from our shores. Today I sanctioned five Cuban entities and…

— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) August 6, 2026

As medidas bloqueiam propriedades e interesses dos sancionados que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de pessoas e instituições estadunidenses. Transações envolvendo os alvos também ficam proibidas, salvo quando autorizadas pelo Departamento do Tesouro.

A nova rodada amplia a pressão econômica e diplomática contra Cuba desde a volta de Donald Trump à Presidência, em janeiro de 2025. O governo também adotou medidas contra o fornecimento de petróleo venezuelano à ilha, apresentou uma acusação criminal contra o ex-presidente Raúl Castro e elevou o tom das ameaças militares.

Washington afirma que as sanções buscam enfraquecer as estruturas militares e pressionar a liderança cubana. Marco Rubio, secretário de Estado e um dos principais defensores do endurecimento contra Havana, conduz a ofensiva dentro do governo Trump.

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