Autoridades federais de aviação dos Estados Unidos investigam um possível descumprimento de protocolos de segurança durante a decolagem do Marine One, helicóptero que transportava o presidente Donald Trump, nesta terça-feira (4), em Washington. Com informações de g1.

O helicóptero presidencial saiu da Casa Branca durante a tarde, mas controladores de tráfego aéreo não interromperam as operações de aviões comerciais no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, medida prevista para esse tipo de deslocamento.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) avalia se as aeronaves respeitaram os padrões mínimos de separação exigidos no espaço aéreo da região. As regras determinam cerca de 2,4 quilômetros de distância horizontal e 150 metros de separação vertical.

Pessoas ouvidas pelo The Wall Street Journal relataram que a apuração se concentra na conduta dos controladores e no cumprimento dos procedimentos aplicáveis ao tráfego aéreo durante o voo presidencial.

FAA diz que Marine One não enfrentou risco de colisão

Uma porta-voz da FAA afirmou que o Marine One não se aproximou de forma perigosa de aviões que decolavam do aeroporto e não estava em rota de colisão com nenhuma aeronave. Segundo ela, as autoridades não classificaram o episódio como grave.

A Casa Branca declarou que os voos do helicóptero presidencial contam com “alguns dos melhores aviadores do mundo” e sustentou que “em nenhum momento o presidente esteve em perigo”.

A região do Aeroporto Ronald Reagan passou a ter limitações mais rígidas para a circulação simultânea de helicópteros e aviões depois da colisão entre um helicóptero militar e uma aeronave comercial que matou 67 pessoas no ano passado.

A FAA deve concluir se o caso exigirá medidas administrativas ou mudanças nos procedimentos de controle aéreo usados durante operações do Marine One nas proximidades do aeroporto de Washington.