Forças dos Estados Unidos atingiram neste domingo (30) dois lançadores iranianos na Ilha de Larak, localizada no Estreito de Hormuz, no primeiro ataque americano conhecido contra o Irã desde o fim de julho. Segundo autoridades militares dos EUA, integrantes da Guarda Revolucionária do Irã estariam preparando foguetes com minas marítimas para serem lançados no estreito.
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a operação teve caráter limitado e teve como objetivo impedir uma nova ameaça à navegação comercial na região. Washington sustenta que vinha realizando operações para retirar minas das rotas internacionais do Estreito de Hormuz, passagem estratégica por onde, antes do atual conflito, transitava aproximadamente um quinto do petróleo consumido mundialmente.
Horas depois, o Irã anunciou uma resposta militar. A televisão estatal iraniana divulgou imagens que, segundo o governo de Teerã, mostrariam o lançamento de mísseis balísticos contra instalações utilizadas por forças americanas na Jordânia. As Forças Armadas jordanianas informaram posteriormente que interceptaram oito mísseis que entraram no espaço aéreo do país. Até o momento, não há informação confirmada sobre danos significativos provocados pela ofensiva iraniana.
A Guarda Revolucionária afirmou ainda que o ataque americano provocou mortos e feridos entre militares e civis iranianos e prometeu responder à ação dos Estados Unidos. O grupo, porém, não apresentou inicialmente um número preciso de vítimas. Por isso, relatos sobre o total de mortos devem ser tratados como informações atribuídas às autoridades iranianas enquanto não houver confirmação independente.
A nova troca de ataques interrompe um período de redução das ações militares diretas entre Washington e Teerã. O último ataque americano conhecido contra alvos iranianos havia ocorrido em 29 de julho, quando os Estados Unidos anunciaram uma série de bombardeios contra instalações da Guarda Revolucionária. Nos últimos dias, o governo de Donald Trump vinha dando maior ênfase a sanções e outras medidas de pressão econômica contra Teerã.
A situação também preocupa o mercado internacional de energia. O tráfego comercial pelo Estreito de Hormuz permanece abaixo dos níveis registrados antes do conflito, e novos episódios envolvendo minas, mísseis ou ataques contra embarcações podem ampliar os riscos para o transporte marítimo. Após a retomada das hostilidades, os preços internacionais do petróleo voltaram a registrar alta, enquanto forças militares americanas seguem mantendo presença na região.




