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Colonos israelenses atacam equipe da NBC News e mulher palestina na Cisjordânia

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Uma mulher palestina e integrantes de uma equipe da emissora norte-americana NBC News foram agredidos neste sábado (29) na região de Jalud, próxima a Nablus, na Cisjordânia. Segundo a NBC e imagens divulgadas após o episódio, pelo menos quatro homens mascarados, identificados nos relatos como colonos israelenses, chegaram ao local em um veículo e atacaram o grupo com pedaços de madeira e pedras.

A equipe entrevistava Aida Ahmed Abdullah, de 51 anos, que relatava ter sido retirada de sua residência após episódios envolvendo colonos israelenses. Durante o deslocamento em direção à casa mencionada pela entrevistada, o grupo foi surpreendido pelos agressores. O correspondente Matt Bradley foi atingido no braço, enquanto outros profissionais da NBC também ficaram feridos. Abdullah precisou ser encaminhada para atendimento médico pela Cruz Vermelha Palestina. De acordo com autoridades israelenses, os ferimentos da mulher não representavam risco de morte.

Forças de segurança israelenses informaram que atuaram na região após receberem relatos de episódios violentos em Jalud e na localidade vizinha de Qusra. Veículos que teriam sido utilizados por suspeitos foram apreendidos. Até as primeiras informações divulgadas após o ataque, não havia registro de prisões relacionadas especificamente à agressão contra a equipe jornalística.

O episódio ocorre em meio ao aumento das denúncias de violência praticada por colonos contra palestinos na Cisjordânia. Organizações internacionais e grupos de direitos humanos têm cobrado das autoridades israelenses medidas mais efetivas para impedir ataques e responsabilizar os envolvidos. Uma investigação das Nações Unidas divulgada neste ano apontou possível participação ou conivência de autoridades israelenses em episódios de violência de colonos, conclusão rejeitada por Israel.

Após os ataques registrados na região, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu condenou o que classificou como atos criminosos de violência cometidos por um grupo de “desordeiros” e afirmou esperar que os responsáveis sejam identificados, presos e processados. O premiê declarou ainda que episódios desse tipo prejudicam tanto a atuação das forças israelenses quanto a imagem internacional de Israel.

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