A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ingressou na Justiça Eleitoral com uma ação pedindo a cassação do registro de candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e de seu vice, Alfredo Gaspar. A representação também solicita que ambos sejam declarados inelegíveis por oito anos, sob a alegação de abuso de poder econômico durante a Festa do Peão de Barretos, em São Paulo. A ação foi apresentada no sábado (29).
O questionamento envolve a participação de Flávio Bolsonaro no evento no dia 22 de agosto. Segundo a coligação, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teria chamado o candidato ao palco principal, diante de um público estimado em cerca de 60 mil pessoas. A representação sustenta que houve manifestações de caráter eleitoral e afirma que Flávio utilizou o espaço para discursar sobre sua candidatura.
Para os advogados da campanha de Lula, a utilização da estrutura de palco, iluminação, sonorização e organização da Festa do Peão teria proporcionado uma exposição eleitoral de grande alcance sem que os respectivos custos fossem contabilizados como despesas de campanha. A acusação classifica o episódio como um possível “showmício” disfarçado e sustenta que a estrutura financiada por pessoas jurídicas não poderia ser utilizada para beneficiar uma candidatura.
A coligação também pede que sejam obtidas informações sobre contratos, patrocinadores, despesas de produção e outros custos relacionados ao evento, com o objetivo de identificar quem financiou a estrutura utilizada durante a participação do candidato. Além da cassação e da inelegibilidade, a ação solicita a participação do Ministério Público Eleitoral para avaliar eventuais ilícitos eleitorais.
A apresentação da ação não significa que Flávio Bolsonaro ou Alfredo Gaspar tenham sido condenados ou declarados inelegíveis. Os pedidos apresentados pela campanha de Lula ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral, cabendo aos investigados exercer o direito de defesa e contestar as acusações e provas apresentadas no processo.




