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Líder do Hezbollah afirma que unidade iraniana frustrou ofensivas de EUA e Israel

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou neste domingo (30) que a unidade interna e a resistência da população iraniana teriam impedido Estados Unidos e Israel de alcançar seus objetivos em sucessivas ofensivas contra o Irã. A declaração foi feita durante um discurso relacionado à Semana da Unidade Islâmica e representa a avaliação política do líder do grupo libanês aliado de Teerã.

Segundo Qassem, divergências entre governos de países muçulmanos não deveriam resultar na abertura de conflitos internos capazes de desviar a atenção das ameaças externas apontadas pelo Hezbollah. O dirigente também sustentou que sanções econômicas e operações militares não seriam suficientes para enfraquecer o Irã enquanto o país mantiver coesão social e capacidade de resistência. A avaliação não representa uma conclusão independente sobre os resultados militares das ofensivas.

Ao mencionar o que classificou como três confrontos, Qassem fez referência à guerra entre Israel e Irã iniciada em junho de 2025 — período em que forças americanas também atacaram instalações nucleares iranianas —, à ofensiva lançada por Estados Unidos e Israel em fevereiro de 2026 e a uma nova rodada de ataques americanos ocorrida posteriormente. Registros da Reuters e da Associated Press confirmam que os EUA atingiram instalações nucleares iranianas em junho de 2025 e que uma nova guerra envolvendo forças americanas e israelenses teve início em 28 de fevereiro de 2026.

Apesar da afirmação de Qassem de que Washington e Tel Aviv teriam “fracassado”, o resultado das operações permanece objeto de disputa política e militar. Autoridades americanas e israelenses afirmaram ao longo dos conflitos ter causado danos significativos à infraestrutura militar e nuclear iraniana, enquanto análises independentes apontam que alguns objetivos estratégicos anunciados pelos Estados Unidos continuam incompletos. O conflito permanece marcado por ataques, sanções, retaliações e forte tensão no Estreito de Hormuz.

Neste domingo (30), inclusive, forças dos Estados Unidos realizaram um novo ataque contra dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Hormuz, segundo uma autoridade americana ouvida pela Reuters. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que houve mortos e feridos e prometeu responder à operação, ampliando novamente o risco de escalada regional.

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