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Mundo

Delcy Rodríguez diz que Venezuela mantém soberania sobre petróleo após acordo com os EUA

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Imagem: Divulgação
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (29) que o país mantém a soberania e o controle sobre seus recursos naturais após a formalização de um amplo acordo energético com os Estados Unidos. A declaração foi feita em pronunciamento transmitido pela televisão estatal venezuelana e ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, apresentar uma interpretação diferente sobre o alcance da parceria.

Trump anunciou que o acordo dará aos Estados Unidos controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris das reservas provadas venezuelanas por meio de uma parceria com o setor privado. Delcy, por sua vez, sustentou que os recursos permanecem pertencendo à Venezuela e apresentou o entendimento como uma estratégia para recuperar a indústria petrolífera, ampliar investimentos e aumentar a arrecadação do país. Os detalhes jurídicos e operacionais do acordo, no entanto, ainda não foram integralmente divulgados, o que mantém dúvidas sobre o significado prático do chamado “controle majoritário”.

Segundo a presidente interina, o acordo energético terá vigência de 25 anos e prevê inicialmente a recuperação de 17 campos estratégicos, além da expansão para outros blocos petrolíferos. A meta anunciada pelo governo venezuelano é elevar a produção para mais de 1,5 milhão de barris por dia. Atualmente, a Venezuela produz cerca de 1,25 milhão de barris diários, apesar de possuir as maiores reservas provadas de petróleo do mundo.

A divergência entre Caracas e Washington está principalmente na forma como cada governo descreve a participação norte-americana. Enquanto Trump destaca a capacidade dos Estados Unidos de exercer controle sobre parte das reservas incluídas no acordo, Delcy afirma que a entrada de capital e tecnologia estrangeiros não representa transferência da soberania venezuelana. O governo de Caracas estima que o projeto possa gerar cerca de US$ 209 bilhões em receitas ao país ao longo de sua execução, considerando as projeções apresentadas pela administração venezuelana.

O acordo ocorre em um cenário político excepcional na Venezuela, meses após a operação militar norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro, em janeiro, e na posterior ascensão de Delcy Rodríguez à condição de presidente interina. A dimensão econômica e jurídica da nova parceria deverá continuar no centro do debate, sobretudo porque ainda há questionamentos sobre sua implementação, os investimentos necessários e os limites efetivos da participação dos Estados Unidos no setor petrolífero venezuelano.

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