Os números divulgados pelo TSE permitem traçar um panorama do eleitorado que participará das eleições deste ano. Em quatro anos, foram acrescentados cerca de 2,3 milhões de eleitores ao cadastro eleitoral, uma alta de 1,4% em relação a 2022.
A Região Norte registrou o maior crescimento proporcional no período, com avanço de 4,37%. São Paulo continua sendo o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de pessoas aptas a votar, enquanto Roraima aparece na outra ponta, com 401,6 mil eleitores.
As mulheres são maioria em todos os estados. Considerando os registros com gênero informado, são 83 milhões de eleitoras, equivalentes a 52,8%, contra aproximadamente 74 milhões de homens, que representam 47%.
São Paulo concentra mais de um quinto do eleitorado
São Paulo reúne 21,5% de todo o eleitorado brasileiro, mesmo tendo registrado redução de 563,6 mil eleitores desde 2022. A participação do estado no total nacional caiu de 22,16% para 21,48%.
Na sequência dos maiores colégios eleitorais aparecem Minas Gerais, com 16,4 milhões de eleitores; Rio de Janeiro, com 12,9 milhões; e Bahia, com 11,3 milhões. Juntos, os quatro estados concentram 74,7 milhões de pessoas aptas a votar, o equivalente a 47% do eleitorado nacional.
Veja o mapa estado por estado elaborado pelo portal G1
Entre os menores eleitorados estão Roraima, com 401,6 mil eleitores, Amapá, com 577,7 mil, e Acre, com 614,6 mil. O Tocantins apresenta a maior proporção de mulheres entre os eleitores, com 57,43%.
Perfil etário muda entre regiões do país
A faixa etária de 40 a 44 anos é a mais numerosa em 17 estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina e Goiás.
Nos estados do Pará, Maranhão, Amazonas, Alagoas, Sergipe, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, o grupo de 25 a 29 anos aparece como o mais numeroso. O Ceará é o único estado em que os eleitores de 30 a 34 anos formam a faixa etária predominante.
Os dados também apontam queda na participação dos eleitores mais jovens e aumento da presença de pessoas com 60 anos ou mais no eleitorado brasileiro.
Ensino médio completo predomina em 22 estados
O ensino médio completo é o nível de escolaridade mais comum entre os eleitores de 22 unidades da Federação. As exceções são Rio Grande do Sul, Paraíba, Piauí, Alagoas e Sergipe, onde predomina o grupo com ensino fundamental incompleto.
São Paulo possui o maior número absoluto de eleitores com ensino médio completo, com 11,4 milhões de registros. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 4,1 milhões; Rio de Janeiro, com 3,3 milhões; e Bahia, com 3,2 milhões.
Entre os brasileiros cadastrados para votar no exterior, o cenário é diferente. O ensino superior completo é a escolaridade mais frequente, com 353.484 registros.
Maioria dos eleitores não informou raça ou cor
O cadastro eleitoral do TSE mostra que 126 milhões de eleitores, ou 79,38% do total, não possuem informação declarada sobre raça ou cor.
Entre os registros que apresentam essa informação, a população parda é a maioria, com 16,9 milhões de eleitores. Na sequência aparecem os grupos declarados como brancos, com 11,7 milhões; pretos, com 3,6 milhões; indígenas, com 287,2 mil; e amarelos, com 229,5 mil.
Os dados refletem as informações declaradas pelos próprios eleitores e registradas na base da Justiça Eleitoral.
O cadastro do TSE contabiliza 1,97 milhão de eleitores que declararam algum tipo de deficiência. São Paulo aparece na liderança em números absolutos, com 511 mil registros, seguido por Minas Gerais, com 211 mil, e Rio de Janeiro, com 141,4 mil.
Quando considerada a proporção em relação ao eleitorado de cada estado, o Rio Grande do Norte ocupa a primeira posição, com 1,60% dos eleitores declarando alguma deficiência. Pará, Espírito Santo, Tocantins e São Paulo aparecem na sequência.
Os percentuais representam apenas as informações declaradas e registradas no cadastro eleitoral e, portanto, não correspondem necessariamente ao número total de pessoas com deficiência em cada unidade da Federação.
Em todo o país, 40.155 eleitores utilizam nome social no cadastro eleitoral. O recurso permite que pessoas trans e travestis sejam identificadas pelo nome pelo qual se reconhecem socialmente.
São Paulo concentra o maior número de registros, com 12.669 eleitores, quase um terço do total nacional. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 3.658, seguido por Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.
Entre os eleitores brasileiros aptos a votar no exterior, 369 utilizam nome social.
Eleitorado no exterior cresce 31,82%
O número de brasileiros cadastrados para votar fora do país aumentou de 697.078, em 2022, para cerca de 918,8 mil em 2026. O crescimento foi de 221,8 mil eleitores, uma alta de 31,82%.
Com o avanço, a participação dos eleitores residentes no exterior passou de 0,45% para 0,58% do eleitorado brasileiro. Nas eleições, esse grupo vota exclusivamente para o cargo de presidente da República.
Entre os eleitores cadastrados fora do país, a faixa de 40 a 44 anos é a mais numerosa, com aproximadamente 125 mil pessoas. O ensino superior completo também aparece como principal nível de escolaridade, com 353.484 registros.
A base eleitoral contabiliza ainda cerca de 6,6 mil eleitores com deficiência e 369 pessoas que optaram pelo uso do nome social.
Os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral ajudam a dimensionar o perfil do eleitorado que estará apto a participar das eleições de 2026 e mostram diferenças importantes entre os estados brasileiros em relação ao tamanho, idade, escolaridade e características do cadastro eleitoral.