O perfil “Imparáveis” afirmou que a iniciativa é independente e não foi criada, administrada ou dirigida por Michelle Bolsonaro. A manifestação foi divulgada após o projeto ser apresentado publicamente como uma nova frente da ex-primeira-dama depois de sua saída da presidência do PL Mulher.
Segundo o comunicado, o perfil foi criado por ex-integrantes da equipe de comunicação do PL Mulher. A ideia teria começado a ser planejada enquanto o grupo ainda trabalhava no partido, mas não chegou a ser apresentada, aprovada ou transformada em projeto institucional de Michelle ou do braço feminino da legenda.
Os responsáveis também negaram que o “Imparáveis” seja um movimento político. A página passou a se definir como um “fandom” e um “cluster de mobilização”, uma espécie de fã-clube destinado a “reunir, informar, conectar e mobilizar” pessoas que compartilham os mesmos ideais.
O grupo pediu desculpas pela “falta de clareza” no uso das expressões “movimento” e “capitaneado” nas primeiras divulgações. Michelle foi descrita como a principal personalidade inspiradora do projeto, ao lado de outras mulheres de projeção nacional e regional.
“Seguir uma conta, porém, não significa criá-la, administrá-la, dirigi-la ou responder por suas publicações”, afirmou a nota. A ex-primeira-dama acompanha o perfil e teria autorizado que sua imagem servisse de referência para a página, mas, de acordo com os administradores, não controla suas atividades.
O “Imparáveis” foi divulgado no perfil oficial do PL Mulher em 9 de julho, poucos dias depois de Michelle deixar o comando da estrutura partidária. A saída ocorreu em meio ao conflito público com Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, e levou ao encerramento do gabinete nacional que ela dirigia.
Na primeira apresentação, o projeto foi tratado por veículos de imprensa como uma iniciativa política liderada por Michelle e criada para dar continuidade ao trabalho realizado no PL Mulher. A nova nota procura restringir formalmente esse vínculo e afirma que o objetivo da página é “multiplicar, agregar e mobilizar”, e não dividir o campo conservador.