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Flávio abre mão de escolta da PF e aposta em Polícia do Senado

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Flávio abre mão de escolta da PF e aposta em Polícia do Senado

A decisão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de recusar a escolta oferecida pela Polícia Federal aos candidatos à Presidência colocou aliados em alerta. Integrantes do PL temem que a escolha torne o senador mais vulnerável durante atos de campanha, segundo informações da coluna de Malu Gaspar, no Globo.

Flávio decidiu permanecer sob a proteção da Polícia do Senado, responsável por sua segurança desde o início do mandato, em 2019. O pré-candidato afirma não confiar na atual direção da PF, comandada por Andrei Rodrigues, e declarou temer a presença de “infiltrados” capazes de acessar agendas, conversas privadas e estratégias eleitorais.

A pré-campanha sustenta que a Polícia do Senado é especializada na proteção de autoridades e dispõe de equipes de inteligência, veículos blindados, equipamentos modernos e armamentos de grosso calibre. Segundo a nota, os agentes responsáveis por Flávio receberam treinamentos no Brasil e no exterior.

Aliados mais pragmáticos, porém, contestam a avaliação de que a PF atuaria como um bloco alinhado ao governo Lula. Um interlocutor ouvido pela coluna afirmou, sem apresentar dados, que “mais da metade da PF é bolsonarista” e classificou como equivocada a desconfiança generalizada contra a corporação.

Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS.

Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar lulinha – acusado de receber mensalinho do Careca do INSS – foi a falta de… pic.twitter.com/A0HCPympzA

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 19, 2026

Nos bastidores, integrantes do grupo lembram que a Polícia Federal possui experiência específica na identificação de ameaças, na análise prévia de locais e na proteção de candidatos em grandes eventos e no contato direto com multidões. Jair Bolsonaro estava acompanhado por agentes da PF quando sofreu o atentado a faca em Juiz de Fora, em Minas Gerais, durante a campanha de 2018.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Edvandir Paiva, também afirmou que abrir mão da escolta representa um risco. Segundo ele, a PF mantém estrutura e capacitação permanente para a segurança de autoridades. A operação eleitoral da corporação prevê até 458 servidores treinados em proteção pessoal, direção defensiva, primeiros socorros, drones e salvamento.

A Polícia Federal não comentou especificamente a escolha de Flávio e informou que detalhes sobre efetivo, armamentos, equipamentos e protocolos são mantidos sob sigilo. O chefe da Polícia do Senado, Alessandro Morales, afirmou que a corporação já conhecia a decisão e que a equipe do pré-candidato poderá ser ampliada durante a campanha.

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